01 dezembro 2008

Presente

No que vivo existe eternidade.
Em minhas lágrimas existe o peso de todos os tormentos, a força de todo o meu amor, os gritos de todas as minhas dores.
Oh intensidade que me toma, alivia-me um pouco de ti!
Felicidade superficial dos lábios meus, vai-te enquanto estou só, porque agora estou apenas comigo.
Perigo dos pensamentos meus a mortalha suicida de minha dramática alma calada e séria.
O quanto eu sou fraca e forte ninguém jamais há de ver.
O quanto eu morro e vivo, ninguém jamais há de saber.
Todas as cores que pintam a existência, não são capazes de me dar qualquer tom.
Sinto culpa pelo que me causa saudades.
E saudades por minha própria culpa.
Em minha brancura desfalecente copio a hepática esperança de saciar-me em amor enquanto houver tempo.
O meu amor...
Eu tenho mãos para tocar-lhe, mas não o acho aqui.
Eu não vejo você.
Os anos têm passado diante de mim velozmente.
Se eu morrer antes, o grande amor da minha vida tem seu nome.
Por enquanto, tenho o espelho para olhar, para pensar, lembrar, chorar, chorar por estar chorando, chorar pelo que já chorei.
Sinto saudades suas...
Você cabe bem no meu abraço.
Mas estou envelhecendo longe do seu calor.

Suely S Araújo

Um comentário:

Suely disse...

Eita gota! Acabei casando com esse meu amor, destas entrelinhas!!! rsrsrsrsrs E agora temos nosso pequeno Josué!!!... Coisa linda!