Não forneceram nenhuma palavra, ficou-se o silêncio.
Tudo era olhares voltados para o chão, expressões não expressas
O debruçar do suicídio em palanques repletos de alguma coisa,
Que por mais que tentasse se formar, sempre acabava numa
Abstração diferente da outra.
Absurdos e negações a cada passo o confrontar.
Reuniões de coisas sem sentido para tentar entender
Tudo aquilo que não foi dito
Cerimônias em relevos de secura
Amordaçamento alheio, penumbra.
Aluizio Fidelis
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01 outubro 2009
Despertar da morte
Sufocava em seu livre despertar
Despertava para não mais retornar
A condução era longa, o caminho estreito,
O tempo curto, tão curto que não ouve reação.
Os ossos trincaram, a mente não resistiu e ouviu
O chamado, um grito distante e estranho de
Se escutar.
Era a morte com seu lindo rosto e seu olhar
Que encantava e o guardava entre o seu ventre
No aperto quente e subliminar.
Aluizio Fidelis
Despertava para não mais retornar
A condução era longa, o caminho estreito,
O tempo curto, tão curto que não ouve reação.
Os ossos trincaram, a mente não resistiu e ouviu
O chamado, um grito distante e estranho de
Se escutar.
Era a morte com seu lindo rosto e seu olhar
Que encantava e o guardava entre o seu ventre
No aperto quente e subliminar.
Aluizio Fidelis
Dragar
Dragarei a vida, como um sopro morto que sai da minha boca já lacrada
Por outras guerras travadas e sem o alcance de qualquer sucesso.
Reunirei todas as forcas do universo, em pro da minha própria seita.
Focarei, obstinarei o possível e o impossível para concluir minha missão na terra.
Recrutarei soldados com fome de almas, de almas encarnadas, de crianças
Ressuscitadas pelo ódio de quem as ressuscitou.
Destruirei o mau, os maus pensamentos que aqui ainda persiste em existir.
Devastarei as crias malditas que estão por vir, devastarei a mim mesmo.
Aluizio Fidelis
Por outras guerras travadas e sem o alcance de qualquer sucesso.
Reunirei todas as forcas do universo, em pro da minha própria seita.
Focarei, obstinarei o possível e o impossível para concluir minha missão na terra.
Recrutarei soldados com fome de almas, de almas encarnadas, de crianças
Ressuscitadas pelo ódio de quem as ressuscitou.
Destruirei o mau, os maus pensamentos que aqui ainda persiste em existir.
Devastarei as crias malditas que estão por vir, devastarei a mim mesmo.
Aluizio Fidelis
Os treze
Eu, monstro de ausência.
Criança petulante.
Guerrilheiro de uma seita fúnebre.
Andarilho das pernas amputadas.
Mágico das mágicas não executadas.
Ator do teatro da farsa.
Portador das chagas da vida.
Colhedor das vastas misérias.
Invocador dos mais profundos e remotos sentimentos.
Intruso no cenário do amor.
Ser supérfluo e cheio de ambições materiais.
Cria de um outro alguém, ninguém.
Pequeno instrumento de guerra, a serviço do pro genitor.
Aluizio Fidelis
Criança petulante.
Guerrilheiro de uma seita fúnebre.
Andarilho das pernas amputadas.
Mágico das mágicas não executadas.
Ator do teatro da farsa.
Portador das chagas da vida.
Colhedor das vastas misérias.
Invocador dos mais profundos e remotos sentimentos.
Intruso no cenário do amor.
Ser supérfluo e cheio de ambições materiais.
Cria de um outro alguém, ninguém.
Pequeno instrumento de guerra, a serviço do pro genitor.
Aluizio Fidelis
Abstrato
Sou o grito que ninguém gritou
O soar das doze trombetas
A ressurreição daqueles que não foram e vivem a vagar
Sou ele, aquele que ninguém ouviu falar
O que enviou fé através da dor e sofrimento alheio
Sou o vento frio que traz calafrio e revive pensamentos
Que nunca foram esquecidos
Sou Judas, sou Abraão, sou aquele que o renegou três vezes,
O desconhecido, o inconfundível,
A sombra de um feto em formação, a escuridão,
O que vaga a procura de sangue novo
O que não deixa suas vítimas escapar,
O impiedoso, o abstrato,
Aquele cujo o nome não pode ser pronunciado.
Aluizio Fidelis
O soar das doze trombetas
A ressurreição daqueles que não foram e vivem a vagar
Sou ele, aquele que ninguém ouviu falar
O que enviou fé através da dor e sofrimento alheio
Sou o vento frio que traz calafrio e revive pensamentos
Que nunca foram esquecidos
Sou Judas, sou Abraão, sou aquele que o renegou três vezes,
O desconhecido, o inconfundível,
A sombra de um feto em formação, a escuridão,
O que vaga a procura de sangue novo
O que não deixa suas vítimas escapar,
O impiedoso, o abstrato,
Aquele cujo o nome não pode ser pronunciado.
Aluizio Fidelis
REINO
Memória extensa ao alcance de tudo que se perturba e deplora
Antro de discórdia, cubículo de chão escavucado e imundo
Restos em retalhos, faces do passado, expressão de tormentos
Vividos entre labirintos e intimidades.
Enclausuramento, abstrações da mente, mundo desconhecido
Invisível aos olhos e pensamentos.
Cria o próprio ninho de refúgio.
Aluizio Fidelis
Antro de discórdia, cubículo de chão escavucado e imundo
Restos em retalhos, faces do passado, expressão de tormentos
Vividos entre labirintos e intimidades.
Enclausuramento, abstrações da mente, mundo desconhecido
Invisível aos olhos e pensamentos.
Cria o próprio ninho de refúgio.
Aluizio Fidelis
Antes do mesmo
Cada passo de uma vez
Não se pode ir, mas irei.
Irei em busca do que não sei.
Caminharei por lugares
Onde o desconhecido habita
E faz jus ao seu nome.
Cenário da contradição
Traz consigo uma vasta ilusão
Triada para despertar
Tudo aquilo que está arquivado
Em minha memória.
Lembranças, fleches, alucinações,
Labirinto estreito repleto de aparições
Aonde revejo tudo
Até o passar do presente, do futuro.
Até o teatro que em outra hora tive que atuar,
O mesmo que tinha uma passarela
Que caminhei há uns séculos atrás.
O mesmo teatro que presencio
O horror de vida ausente distorcida.
Ressentimentos e mágoas abismais,
Submerso e em traze
Desperto e percebo
Que tudo isso não passou
De um sonho confuso que sonhei
Antes de dormir.
Estagnado, perturbado e cansado.
Tento refletir
Mas não consigo, e, novamente
Começo a divergir para um mundo
Aonde não conheço nada,
Só marcas registradas
De que aqui ninguém passou.
E desencontro tudo
Como uma profecia escrita
Por um velho senhor em seu leito de morte.
Retorno ao ponto de saída
E relembro que não houve partida.
No estresse pós-traumático
Esqueço e durmo
Mas os problemas apenas começaram.
Os pesadelos vêm para enlouquecer-me,
Atormentar, levar minh’alma a outro lugar
Distante, aonde sou o mais fraco
Dos seres.
Aluizio Fidelis
Não se pode ir, mas irei.
Irei em busca do que não sei.
Caminharei por lugares
Onde o desconhecido habita
E faz jus ao seu nome.
Cenário da contradição
Traz consigo uma vasta ilusão
Triada para despertar
Tudo aquilo que está arquivado
Em minha memória.
Lembranças, fleches, alucinações,
Labirinto estreito repleto de aparições
Aonde revejo tudo
Até o passar do presente, do futuro.
Até o teatro que em outra hora tive que atuar,
O mesmo que tinha uma passarela
Que caminhei há uns séculos atrás.
O mesmo teatro que presencio
O horror de vida ausente distorcida.
Ressentimentos e mágoas abismais,
Submerso e em traze
Desperto e percebo
Que tudo isso não passou
De um sonho confuso que sonhei
Antes de dormir.
Estagnado, perturbado e cansado.
Tento refletir
Mas não consigo, e, novamente
Começo a divergir para um mundo
Aonde não conheço nada,
Só marcas registradas
De que aqui ninguém passou.
E desencontro tudo
Como uma profecia escrita
Por um velho senhor em seu leito de morte.
Retorno ao ponto de saída
E relembro que não houve partida.
No estresse pós-traumático
Esqueço e durmo
Mas os problemas apenas começaram.
Os pesadelos vêm para enlouquecer-me,
Atormentar, levar minh’alma a outro lugar
Distante, aonde sou o mais fraco
Dos seres.
Aluizio Fidelis
Introduzir-se
Viestes a mim como filho bastardo
Chegastes igual a um mendigo
Recolhendo os trapos de um outro alguém que aqui passou
Contastes histórias mirabolantes e cabulosas
Que não convenceram aquém a tu contou
Mistificastes árvores, seres, pensamentos e saberes
Destes o lado avesso do entender
Criastes mundos paralelos repletos de utopias
Rebatestes teorias
Usurpastes o direito de todos compreenderem
Falastes pelos cotovelos em som de sinfonia
Ao mesmo tempo em que perguntavas respondias.
Qual o teu objetivo no meio destas pessoas frias
Cujo o propósito é ver teu desespero e agonia?
Aluizio Fidelis
Chegastes igual a um mendigo
Recolhendo os trapos de um outro alguém que aqui passou
Contastes histórias mirabolantes e cabulosas
Que não convenceram aquém a tu contou
Mistificastes árvores, seres, pensamentos e saberes
Destes o lado avesso do entender
Criastes mundos paralelos repletos de utopias
Rebatestes teorias
Usurpastes o direito de todos compreenderem
Falastes pelos cotovelos em som de sinfonia
Ao mesmo tempo em que perguntavas respondias.
Qual o teu objetivo no meio destas pessoas frias
Cujo o propósito é ver teu desespero e agonia?
Aluizio Fidelis
03 julho 2009
Submersos no vazio
É muita coisa para cabeças vazias com ânsias de nada
Opiniões baratas e compradas, vontades forçadas
Apenas palavras em distorção
Flores regadas por qualquer mão
Quadros pintados por um artista sem noção
Esculturas mal feitas sem nenhum plano de elaboração
O rito conduz à submissão
Grande demais pra se descobrir, pequeno em si pra existir
Aluizio Fidelis
Opiniões baratas e compradas, vontades forçadas
Apenas palavras em distorção
Flores regadas por qualquer mão
Quadros pintados por um artista sem noção
Esculturas mal feitas sem nenhum plano de elaboração
O rito conduz à submissão
Grande demais pra se descobrir, pequeno em si pra existir
Aluizio Fidelis
Mórbida
Eu sou a capacidade mórbida de um coma que vegeta em êxtase com nada.
Um paciente em constante convulsão
Um arbusto seco que faz sombra para o aborto em decomposição
O odor de necrose de um cancerígeno
A mulher que será violentada pro resto da sua mísera vida
O descompasso do frustrado
O arrependimento de um ser que rejeitou a sua cria
Um vazio em crescente combustão
O estreito curvo
O lado afetado da geração.
Aluizio Fidelis
Um paciente em constante convulsão
Um arbusto seco que faz sombra para o aborto em decomposição
O odor de necrose de um cancerígeno
A mulher que será violentada pro resto da sua mísera vida
O descompasso do frustrado
O arrependimento de um ser que rejeitou a sua cria
Um vazio em crescente combustão
O estreito curvo
O lado afetado da geração.
Aluizio Fidelis
Relatos de um intruso
Vem como um vulto, para a sombra, os pobres de crença
Passa leve, tão leve que o chão se desfaz.
Intruso confuso, indo de encontro à perdição, relatando fatos
De horror e possessão.
Fluido negativo, porta aberta para quem?
Carnificina na mente de quem convém, é um fardo que se renova,
Trazendo novas crias do além.
Criadouro da zombaria, risos pelas costas, ironia, pensamentos degenerativos,
Piadas feitas todo mísero dia.
Sonhos, fendas para novas agonias, pesador se diverte, presenciando
O desespero, esse momento de estrema nostalgia.
Influência nefasta, entorta e atrasa, qualquer forma de manifestação contrária.
Flagelos expostos, conseqüência de um mundo inclinado para a perversão.
Domínio imediato, impregnação, daqueles que estão obstinados à real destruição.
Aluizio Fidelis
Passa leve, tão leve que o chão se desfaz.
Intruso confuso, indo de encontro à perdição, relatando fatos
De horror e possessão.
Fluido negativo, porta aberta para quem?
Carnificina na mente de quem convém, é um fardo que se renova,
Trazendo novas crias do além.
Criadouro da zombaria, risos pelas costas, ironia, pensamentos degenerativos,
Piadas feitas todo mísero dia.
Sonhos, fendas para novas agonias, pesador se diverte, presenciando
O desespero, esse momento de estrema nostalgia.
Influência nefasta, entorta e atrasa, qualquer forma de manifestação contrária.
Flagelos expostos, conseqüência de um mundo inclinado para a perversão.
Domínio imediato, impregnação, daqueles que estão obstinados à real destruição.
Aluizio Fidelis
[...]
Não há vida, nem estratégias e caminhos a serem seguidos.
O que se desfez não é o mesmo que foi concebido.
No auge das armadilhas pronunciadas, os fatos à expressão falha
De bruços e de mãos atadas, o conformismo e o corte e a navalha,
O impulso, a hora marcada, a rua sem entrada, os trincos
Quebrados, a ilusão disfarçada
Bem longe sem alcance do tudo e do nada,
Sem justificativas ou histórias a serem contadas.
Aluizio Fidelis
O que se desfez não é o mesmo que foi concebido.
No auge das armadilhas pronunciadas, os fatos à expressão falha
De bruços e de mãos atadas, o conformismo e o corte e a navalha,
O impulso, a hora marcada, a rua sem entrada, os trincos
Quebrados, a ilusão disfarçada
Bem longe sem alcance do tudo e do nada,
Sem justificativas ou histórias a serem contadas.
Aluizio Fidelis
[...]
Memória extensa ao alcance de tudo que se perturba e deplora
Antro de discórdia, cubículo de chão escavucado e imundo
Restos em retalhos, faces do passado, expressão de tormentos
Vividos entre labirintos e intimidades.
Enclausuramento, abstrações da mente, mundo desconhecido
Invisível aos olhos e pensamentos.
Cria o próprio ninho de refúgio.
Aluizio Fideles
Antro de discórdia, cubículo de chão escavucado e imundo
Restos em retalhos, faces do passado, expressão de tormentos
Vividos entre labirintos e intimidades.
Enclausuramento, abstrações da mente, mundo desconhecido
Invisível aos olhos e pensamentos.
Cria o próprio ninho de refúgio.
Aluizio Fideles
[...]
Não forneceram nenhuma palavra, ficou-se o silêncio.
Tudo era olhares voltados para o chão, expressões não expressas
O debruçar do suicídio em palanques repletos de alguma coisa,
Que por mais que tentasse se formar, sempre acabava numa
Abstração diferente da outra.
Absurdos e negações a cada passo o confrontar.
Reuniões de coisas sem sentido para tentar entender
Tudo aquilo que não foi dito
Cerimônias em relevos de secura
Amordaçamento alheio, penumbra.
Aluizio Fidelis
Tudo era olhares voltados para o chão, expressões não expressas
O debruçar do suicídio em palanques repletos de alguma coisa,
Que por mais que tentasse se formar, sempre acabava numa
Abstração diferente da outra.
Absurdos e negações a cada passo o confrontar.
Reuniões de coisas sem sentido para tentar entender
Tudo aquilo que não foi dito
Cerimônias em relevos de secura
Amordaçamento alheio, penumbra.
Aluizio Fidelis
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