BALÉ PERNAMBUCO SIM SENHOR
COCO DA CELPE (nazaré da mata)
POETAS SILÊNCIO INTERROMPIDO (goiana)
POETAS SILÊNCIO INTERROMPIDO (goiana)
HOMENS DE BARRO (tracunhaém)
PRISMA ORBE (goiana)
edição do Movimento Portal Alternativo, com sua proposta de diversidade cultural, apresenta grupos diversificados, parte da musicalidade de raiz (Coco, Maracatu); traz a transfiguração sutil do “balé pernambuco sim senhor” com a influências das Brincadeiras de Reisado; e desnuda a noite com a efervescência das bandas de Rock’n’Roll, entenda-se efervescência pelas atitudes das bandas incendiárias destes canaviais, o grito desalmado, beirando uma provocativa atitude anárquica de juventude com aplificadores/guitarras/overdrives; o ócio que nesta região se transforma em indignação, protesto, berros, desespero distorcido a base de fuzz.
Os poetas do Silêncio Interrompido vestiram-se da sub-derme, músculos e tendões desnudos de uma poesia questionada se vai levar à algum lugar. Ah... o caldo açucarado fervilhante das caldeiras endureceu como os homens. Por estas redondezas CANA // CAIANA // CAIADA // DE SANGUE ...
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Movimento Portal Alternativo
Postado por Silêncio Interrompido às 09:00 Marcadores: NOTAS e NOVIDADES 0 comentários
Movimento Portal Alternativo

31 DE OUTUBRO, EM NAZARÉ DA MATA (no parque dos lanceiros) AS 16:00h
ônibus grátis saindo de Goiana na praça joão pessoa (em frente da caixa econômica) 16:00h
parque dos lanceiros
16:00h exposição de artes
17:00h maracatu mirim
17:50h poetas [silêncio interrompido]
18:00h balé pernambuco sim senhor
18:50h poetas [silêncio interrompido]
19:00h coco da celpe
19:50h poetas [silêncio interrompido]
20:00h H.C canavial e homens de barro
21:10h poetas [silêncio interrompido]
21:20h rubros e tuvos
22:30h poetas [silêncio interrompido]
22:40h rek:d´helfos:immortal force
23:50h poetas [silêncio interrompido]
00:00h prima orbe
00:50h poetas [silêncio interrompido]
01:00h insano
01:40h cabeças podres
mais informações no [ http://mpalternativo.blogspot.com ]
Postado por Silêncio Interrompido às 22:36 Marcadores: NOTAS e NOVIDADES 0 comentários
CANDEIA
É como um barco sem leme
Sopro sem pluma
Saudade sem cais
Lavrar o coração sem sol
E sentir o gosto salobre da água
Engendrar a ferrugem na veia
E ver o passeio estático das pontes
Varrer a poeira lunar
No cedo do ser revelar
Que pode um coração-afluente
Mirar outra paisagem
Serenadamente nua
Candeia
E assim derradeira
Nascerá mais bela e inteira
Doce e natural
Uma canção inexata
Cor de areia
Láctea chuva temporal
Inundando em mim
E assim
Toda estrada será a rota altaneira
Do há de vir do bem do Tao
E a fronteira final
Miragem
E um tom Sol
Claridade
E o tão só
Miragem
De: luiz Duarte / esso Guimarães
Postado por Silêncio Interrompido às 07:17 Marcadores: Luizinho Duarte 0 comentários
CHÃ DE CAMARÁ
Metafisicismo é palavra fugaz
Mas é incandescente é real
Se é proferida na boca amolada
Na boca certeira
De um menestrel
É poeira no vento
É vento na poeira
É o mesmo elemento nagô
Na cor da cordilheira
Da África moura
Na asa da cria
Da criação
Evocação do Quanta que há
Evocação do Quanta na raiz
Da voz do sertão que é mar
Que é ilha do ser
Enquanto sólido
Afora o “ismo” e a métrica
Afora a física concreta
Fica o caos divino
A nos soprar canções de Andaluz
De terras que eu não sei
Se um dia terei no olhar
Embora um azul teimasse em acenar
Sem eira nem beira
Foi lá em Chã de Camará que eu vi
A foz da aquamarina
Sagração do ser
Enquanto cósmico
(letra e música: luizinho Luarte / Esso Guimarães)
Postado por Silêncio Interrompido às 07:16 Marcadores: Luizinho Duarte 0 comentários
Ao modo de Bergson
As vezes eu quero a inércia das pedras
E apenas a terra como imã
Desejo o estado das ostras submersas
Que tem o mar
Quero os confins sobre as águas
E o ar
Quero sentir que mora em mim
Um rio um braço de mar
Um remador interestelar
Um beija-flor
Uma asa-delta
Aberta Sobre o arpoador
Que em pleno vôo
Congela
(letra e música: luizinho duarte / esso guimarães)
Postado por Silêncio Interrompido às 07:15 Marcadores: Luizinho Duarte 0 comentários
Suely S. Araújo e Coletânea "cem poetas sem livros"

SOBRE A ANTOLOGIA CEM POETAS SEM LIVROS
por André Cervinskis
Chegou às mãos uma iniciativa muito interessante que gostaria de comentar aqui no INTERPOÉTICA. É a respeito da antologia CEM POETAS SEM LIVROS, organizada por Cristiano Jerônimo, do Movimento LÍTERA – Movimento pela Edição, Divulgação/distribuição e Consumo dos Livros Pernambucanos, com apoio do Instituto Maximiano Campos (IMC), lançado recentemente.
Não que a iniciativa seja inédita; várias outras antologias contemplaram autores iniciantes, jovens ou não. Numa época de efervescência literária em nosso estado, quando o advento das novas tecnologias (informática) permitiu aos autores lançarem seus livros por selos independentes, através de pequenas tiragens (gráficas rápidas) ou fabricarem livros caseiros, além de divulgarem em blogs ou sites suas produções, essa antologia segue a tendência mais que atual de democratização das letras; isso em relação à divulgação (autores inéditos) e ao acesso, por ter uma quota para distribuição nas bibliotecas públicas ou por conta dos preços acessíveis ao público.
A antologia, como um todo, é uma colcha de retalhos; acham-se nela bons e maus poetas, autores que são revelação e noutros que deveriam seguir outros caminhos, como a prosa ou a ensaística, por exemplo.
O formato dos poemas é livre e branca, em sua maioria. Não há um só soneto ou outra forma de métrica tradicional. A temática é variada, indo desde temas amorosos aos mais triviais, com versos criativos: qualquer amor qualquer/ tipo assim um amor platônico/ ou carnal carnaval carnacaos/ um amor tipo assim love/ um tipo assim amor Xerox/ sexy/ jontex/ um amor tipo assim/ fastfood/ Hollywood/ um amor tipo assim/ típico/ ou atípico/ apático/ ou atávico (Sob o amor, Eugênio Jerônimo).
Noutros poemas, o erotismo aparece de forma explícita, mas não vulgar ou recheada de lugares-comuns. Nesse sentido, é interessante lermos alguns trechos: a moça mostrou as coxas/ mas não mostrou a concha/ - a moça me mostrou a verdade - / só não mostrava a passagem./ a moça era um misto de sim e de não/ à beira da sinfonia do vai-e-vem/ - sem ir nem vir -/ a moça me deixou na mão. (Na mão, Leonardo Santana); Cama de incesto, cesto, susto/ Cama de busto/ Cama de corpos separados/ (...) Cama que suporta lento/ que agüenta tempo/ que ostenta tudo/ que sustenta nada (Camada, Rômulo Alves).
Há autores também que escrevem versos como se estivessem na escola primária; poemas sem lirismo, repletos de clichês: Sou frágil, mas sou azul como Carlos Pena Filho;/ Sou frágil, mas inesquecível como o velho Capiba;/ sou frágil, mas sou forte como Che ou Sandino;/ sou frágil, mas pernambucano como Chico em sua vida. (Sono, Guma); em meu nascer-das-idéias brotam serenos sonhos;/ Serenamente amanheço.../ Vem sereno.../ amanhece comigo./ Vem que em teu nome eu respondo por mim. (Sereno, Giselle Aguiar); Deixa-me dizer que te amo,/ Ainda que não seja verdade./ mas se você não deixar/ continuo a recitar este poema a outro. (Sinismo, Jonatas Castro).
Há também autores que pensam ainda estarem no século XIX, seguindo estilo parnasiano: Embriaguei-me no êxtase das ondas/ e deixei-me flutuar no farfalhar das brumas do inconsciente./ O sol deixou-me dissonante,/ enquanto garças sobrevoavam e devoravam meu fígado/ Por inúmeras eras, mas eu como um titã me regenerava. (Prometeu, Marcos Moura).
Há na antologia, porém, gratas surpresas. Uma delas é Suely Araújo, com seu erotismo desbragado, com claras palavras, mas de um ritmo e figuras de linguagem impressionante, seguindo o curso da prosa poética: Coma-me pelos meus pés, pelos meus anos, pelos meus pêlos e por meus enganos. (...) coma-me pelos lençóis entre sua form. Enquanto lhe permito provocar meu próprio grito, apenas coma-me. (...) Mastigue o meu punho, minhas veias azuladas, meus ossos, minhas almofadas, meus ouvidos, meu carpete, meu absorvente, meu cotonete./ O sal da minha pele doce, o mel que lhe revele (...) Devore meu tesão, minha carne, minha história. Mastigue o meu corpo e engula a minha memória. (Coma-me, Suely Araújo). Adélia Coelho, revelação nos saraus da cidade, como no projeto NÓS PÓS, abre magistralmente o livro, evocando a solidão com versos de fortes metáforas e imagens poéticas: Minha solidão se prolonga/ por todas as folhas desta casa/ Abre-se em cada grão de dia/ onde permaneço deitada/ em busca de sonho.../ (...) Minha solidão é alta,/ é morna, é líquida.../ Jorro seus versos em água pela sala.../ Rastro de sal. Rastro de sal./ Resto de sol. Resto de sol./ Minha solidão é ereta, é firme/ mas é sim impiedosa, cruel;/ por ora tem gosto e tom amargos (De sal e sol, solidão, Adélia Coelho).
Recomendo, sim, a leitura dessa antologia, principalmente para quem deseja traçar um perfil mais consistente da poesia contemporânea em Pernambuco, especialmente, mas não só, dos poetas mais jovens.
ANDRÉ CERVINSKIS é escritor, ensaísta e Mestrando em Lingüística – PROLING-UFPB
acervinskis@yahoo.com
Ensaio retirado do site da INTERPOÉTICA [ http://www.interpoetica.com.br ]
Postado por Silêncio Interrompido às 12:26 Marcadores: NOTAS e NOVIDADES 0 comentários
Download: Vidal de Sousa e NO EXTREMO NORTE DA MATA
COLETÂNEA POESIA 2009: NO EXTREMO NORTE DA MATA
http://www.4shared.com/dir/18482424/4c899173/sharing.html
VIDAL DE SOUSA
http://www.4shared.com/dir/18482424/4c899173/sharing.html
O Silêncio Interrompido Continua publicando poetas, ultimas publicações são de: Vidal de Sousa (A CONTROVÉRSIA DA DIVERGÊNCIA), é um dos idealizadores e produtores do Movimento Silêncio Interrompido; e o outro livreto NO EXTREMO NORTE DA MATA, é uma coletânea de poetas da cidade de Goiana. a diagramação dos dois livretos ficam por conta de Vidal. façam o Download e montem os livretos.
LINK: http://www.4shared.com/dir/18482424/4c899173/sharing.html
Postado por Silêncio Interrompido às 12:06 Marcadores: LIVRETOS DOWNLOAD 0 comentários
