De 19 a 27 de novembro, as cidades de Tracunhaém, Nazaré da Mata,
Vicência, Aliança, Condado e Goiana recebem a Mostra Canavial de Cinema.
O evento, totalmente aberto ao público, integra o Festival Canavial e,
mais do que viabilizar uma série de exibições cinematográficas no
interior de Pernambuco, oferece a oportunidade de se refletir sobre a
produção audiovisual do Brasil.
- Aguardem a programação.
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14 outubro 2011
22 maio 2009
UM CAMINHO.
Tive todas as chances de me despedir
E em todas elas aproveitei ao máximo.
Tive todos os últimos beijos que tinha direito
E todos beijei como se fosse o último.
Com os abraços e carícias não foi diferente
Tudo aproveitado com o maior dos amores.
Agora estou aqui, sem mais direito algum.
A não ser o de te dizer quantas vezes puder.
Que os nossos caminhos são um só.
Caio Dornelas
E em todas elas aproveitei ao máximo.
Tive todos os últimos beijos que tinha direito
E todos beijei como se fosse o último.
Com os abraços e carícias não foi diferente
Tudo aproveitado com o maior dos amores.
Agora estou aqui, sem mais direito algum.
A não ser o de te dizer quantas vezes puder.
Que os nossos caminhos são um só.
Caio Dornelas
10 outubro 2008
Feito a mão
Minha terra tem coretos
Onde poeta vai declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar.
Nosso passado é mais digno
Que o presente e seus atores
Que se chamam de políticos.
Eu chamo é de impostores.
Sem vacilar, sozinho, à noite,
Um manifesto vou aprontar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar
Minha terra tem história
De um povo revoltado
Que lutou por liberdade
E para não ser injustiçado
Por português ou flamingo
Ou qualquer endinheirado.
Não permita deus que eu morra
Sem antes declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo declamar
Caio Dornelas
Onde poeta vai declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar.
Nosso passado é mais digno
Que o presente e seus atores
Que se chamam de políticos.
Eu chamo é de impostores.
Sem vacilar, sozinho, à noite,
Um manifesto vou aprontar
Os versos feitos à mão
Para o povo acordar
Minha terra tem história
De um povo revoltado
Que lutou por liberdade
E para não ser injustiçado
Por português ou flamingo
Ou qualquer endinheirado.
Não permita deus que eu morra
Sem antes declamar
Os versos feitos à mão
Para o povo declamar
Caio Dornelas
19 setembro 2008
Um suor, dois corpos.
O medo, antes tão forte,
Pequeno fica diante do amor.
Amor que tenho como norte
Amor que me faz mais forte
A luz ausente não apaga
O brilho no olho da menina
Que irradia uma áurea
De luz divina
Engendro todos os músculos
Numa harmonia fina
No desconforto, sorrisos.
No sabor, ah... no sabor
Peles se unem
O surreal se contempla
Um suor para dois
Dois corpos para um
A pulsação diminui
O silêncio acalma.
A alegria flui
Do homem a mulher amada
E sem perceber
Olhos se fecham
Dedos entrelaçados
Amores amados
Caio Dornelas
Pequeno fica diante do amor.
Amor que tenho como norte
Amor que me faz mais forte
A luz ausente não apaga
O brilho no olho da menina
Que irradia uma áurea
De luz divina
Engendro todos os músculos
Numa harmonia fina
No desconforto, sorrisos.
No sabor, ah... no sabor
Peles se unem
O surreal se contempla
Um suor para dois
Dois corpos para um
A pulsação diminui
O silêncio acalma.
A alegria flui
Do homem a mulher amada
E sem perceber
Olhos se fecham
Dedos entrelaçados
Amores amados
Caio Dornelas
08 agosto 2008
Xêpa
Na manhã de todo sábado
Muita gente se reúne
Para vender farinha de saco,
Feijão verde e até estrume
Dona de casa acorda cedo
E na feira vai comprar
Amendoim e rapadura
Pro marido lhe agüentar
O boêmio lá na rua
Amanheceu à noite brincando
E para se despedir da lua
A cabeça de galo foi tomando
Um menino bem buchudo
Acordou junto com o galo
Pegou o carro de mão
Que enche sua mão de calo
E na feira vai brigar
No grito ou na tapa
- Ô madame vamu levá?
Comigo é quase degraça.
E lá no fim da tarde
O menino vai para casa
Leva no bolso dinheiro
E no carro a feira rejeitada.
Caio Dornelas
Muita gente se reúne
Para vender farinha de saco,
Feijão verde e até estrume
Dona de casa acorda cedo
E na feira vai comprar
Amendoim e rapadura
Pro marido lhe agüentar
O boêmio lá na rua
Amanheceu à noite brincando
E para se despedir da lua
A cabeça de galo foi tomando
Um menino bem buchudo
Acordou junto com o galo
Pegou o carro de mão
Que enche sua mão de calo
E na feira vai brigar
No grito ou na tapa
- Ô madame vamu levá?
Comigo é quase degraça.
E lá no fim da tarde
O menino vai para casa
Leva no bolso dinheiro
E no carro a feira rejeitada.
Caio Dornelas
Sangue na Lua
Caianas como organismo pulsante
Estradas rubras como artérias.
Ao olhar, harmonia deslumbrante,
Há movimentos suaves de folhas
Iguais a músicos e cantantes
Sob a batuta do vento.
Caianas como organismo pulsante
Estradas rubras como artérias.
Ao entrar, tudo mais interessante,
Nas artérias me afogo em sangue
Humano de outros cortantes
Da cana caiana
Lá, dentro das canas,
Não sei quem fui
Meu fim ou início não importa
Fui cana, terra e sangue.
Fui anjo ensangüentado
Capaz de voar até a lua e lá
E sujá-la com respingos
São Jorge?
Não! Protesto sanguíneo.
Sujei a lua para limpar
Almas ticuqueiras
Caio Dornelas
Estradas rubras como artérias.
Ao olhar, harmonia deslumbrante,
Há movimentos suaves de folhas
Iguais a músicos e cantantes
Sob a batuta do vento.
Caianas como organismo pulsante
Estradas rubras como artérias.
Ao entrar, tudo mais interessante,
Nas artérias me afogo em sangue
Humano de outros cortantes
Da cana caiana
Lá, dentro das canas,
Não sei quem fui
Meu fim ou início não importa
Fui cana, terra e sangue.
Fui anjo ensangüentado
Capaz de voar até a lua e lá
E sujá-la com respingos
São Jorge?
Não! Protesto sanguíneo.
Sujei a lua para limpar
Almas ticuqueiras
Caio Dornelas
19 junho 2008
Ausência
Ausência, palavra cortante.
Corta a carne e alma amante
Rasga a bolsa das lágrimas
É triste, quando é de pessoas amadas
Ausência, palavra vazia.
Tão repleta de significados
Que por si só se faz poesia
Nos peitos de corações machucados
Ausentes, sempre amados.
Sempre presentes nas lembranças
Nas lembranças dos deixados
Que enfiam no corpo lanças
Mantêm olhos inchados
E o coração em batidas mansas.
Caio Dornelas
Corta a carne e alma amante
Rasga a bolsa das lágrimas
É triste, quando é de pessoas amadas
Ausência, palavra vazia.
Tão repleta de significados
Que por si só se faz poesia
Nos peitos de corações machucados
Ausentes, sempre amados.
Sempre presentes nas lembranças
Nas lembranças dos deixados
Que enfiam no corpo lanças
Mantêm olhos inchados
E o coração em batidas mansas.
Caio Dornelas
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