Quatro anos de Jacó
Servindo à Lia
Que a vida deu-me
E mais não poderia,
Mercê de ser judeu errante
Sem errar ainda.
Quatro anos construindo um edifício/vida
Que, mais que abrigo, é forte
E farol e porto e ponto de partida
E de chegada, início e fim
Da peregrina solidão do artista:
Curtida, admirada
E nunca compreendida.
Quatro anos.
Quantos dias,
Quantas noites com?
Se faz a embarcação de navegar amor?
Se há vento, que navegue,
E mais não sei.
Que amor assim
Há poucos hoje em dia.
Quatro anos.
Pertencendo a
E possuindo:
Um reino,
Uma rainha
E uma princesinha.
Talvez sem abrir mão de um destino
Que enxergo de Quixote
No meu desatino.
Marcelo Arruda
10 outubro 2008
Quotidiano
Nas linhas do tempo
O mundo gira
O momento passa
Os pássaros cantam
As flores murcham
As folhas caem
Os rios se encontram
O vento sussurra
O sol se esconde
Um novo horizonte se ergue
A lua surge
A escuridão predomina
A esperança repousa
O amanhecer nasce
E o mundo gira...
Mayra Le Fey
O mundo gira
O momento passa
Os pássaros cantam
As flores murcham
As folhas caem
Os rios se encontram
O vento sussurra
O sol se esconde
Um novo horizonte se ergue
A lua surge
A escuridão predomina
A esperança repousa
O amanhecer nasce
E o mundo gira...
Mayra Le Fey
[...]
[...]
Só os infinitos sonhos me caberiam.
Aonde me encontro
Não faço existir.
O AMOR, efervesceu em minhas lágrimas.
Um punhado de pó
Minhas mágoas
Pele morta do meu aparente.
Philippe Wollney
Só os infinitos sonhos me caberiam.
Aonde me encontro
Não faço existir.
O AMOR, efervesceu em minhas lágrimas.
Um punhado de pó
Minhas mágoas
Pele morta do meu aparente.
Philippe Wollney
De mansinho
Você foi chegando bem de mansinho
Parecia não notar
De tempo em tempo
Os olhares se encontraram
Aproximando-se devagar.
Tu és a bela rosa
De um buquê
Vermelho
Ardente
Apaixonante.
És a beleza
O dono
Que sufoca o coração
Que de tantas idas e vindas
Cansado está.
Apertou-me com um abraço
Abraçou-me com um beijo
Segurou-me em seus braços
Matou sua vida
E renasceu aqui
Ao meu lado.
Pollyanna Gomes
Parecia não notar
De tempo em tempo
Os olhares se encontraram
Aproximando-se devagar.
Tu és a bela rosa
De um buquê
Vermelho
Ardente
Apaixonante.
És a beleza
O dono
Que sufoca o coração
Que de tantas idas e vindas
Cansado está.
Apertou-me com um abraço
Abraçou-me com um beijo
Segurou-me em seus braços
Matou sua vida
E renasceu aqui
Ao meu lado.
Pollyanna Gomes
Graça.
O teu rosto límpido,
rara estrela substancial,
deixa o rastro seqüencial
numa réstia que repousa
em rústicas formas rubras...
Do teu rosto límpido,
brotam rios que regam
ruas andadas para reabitar
a robustez permitida em risos,
onde a mágoa em névoa ressurge...
Sou teu rosto límpido,
quando cristalizado na rocha
recente da relevância,
relembro lugares guiados pela terra
que germina rapidamente na rasa percepção.
Verei teu rosto límpido
presente em cada passo multilateral.
Por teu rosto límpido
morreria antes mesmo de nascer.
Em teu rosto límpido
farei a minha última morada!
Sandro Gonzaga
rara estrela substancial,
deixa o rastro seqüencial
numa réstia que repousa
em rústicas formas rubras...
Do teu rosto límpido,
brotam rios que regam
ruas andadas para reabitar
a robustez permitida em risos,
onde a mágoa em névoa ressurge...
Sou teu rosto límpido,
quando cristalizado na rocha
recente da relevância,
relembro lugares guiados pela terra
que germina rapidamente na rasa percepção.
Verei teu rosto límpido
presente em cada passo multilateral.
Por teu rosto límpido
morreria antes mesmo de nascer.
Em teu rosto límpido
farei a minha última morada!
Sandro Gonzaga
O Meu Amor
O amor que eu sinto me mostra sempre uma luz quando tudo vira treva.
O amor que eu não tenho me mostra novas trevas.
O amor que eu sinto me alimenta a esperança, me traz a ternura no olhar, a pureza do crer naquilo que nem sempre tem fundamento.
O amor que eu não tenho me alerta para um futuro desgraçado e pequeno, contábil, desconfiado, inseguro, um futuro sem futuro.
O amor que eu sinto respira, inspira, fecha os olhos, chora, tenta relaxar, está sempre tentando se recuperar.
O amor que eu não tenho me asfixia de dor, me arranca os meus olhos, e me devolve quando está quase tarde pra isso, porque devolve quando não vejo mais o que eu via antes.
O amor que eu sinto, me mostra sempre um nunca é tarde.
O amor que eu não tenho, é o que eu não quero ter.
Suely S Araújo
O amor que eu não tenho me mostra novas trevas.
O amor que eu sinto me alimenta a esperança, me traz a ternura no olhar, a pureza do crer naquilo que nem sempre tem fundamento.
O amor que eu não tenho me alerta para um futuro desgraçado e pequeno, contábil, desconfiado, inseguro, um futuro sem futuro.
O amor que eu sinto respira, inspira, fecha os olhos, chora, tenta relaxar, está sempre tentando se recuperar.
O amor que eu não tenho me asfixia de dor, me arranca os meus olhos, e me devolve quando está quase tarde pra isso, porque devolve quando não vejo mais o que eu via antes.
O amor que eu sinto, me mostra sempre um nunca é tarde.
O amor que eu não tenho, é o que eu não quero ter.
Suely S Araújo
Adeus
Adeus...
E foi-se como o último raiar do poente,
Deixando trilhas que só o passado insiste em trilhar.
Foi sem fazer alarde;
Arrumou as roupas,
Passou até a última saia por mim dada
E esvaiu-se...
Caminhou por entre estradas e montes,
Até onde a parca vista alcança,
E se fundiu ao horizonte inatingível.
Ficaram apenas as palavras,
Os cheiros e os sons de passos ecoados;
Tudo perdido na embriaguez deste silêncio
que enterra a alma dos móveis sem gestos,
Enterra o sono das noites
E os sonhos que deixei de viver;
Embebidos pela simplicidade
e pela contraditoriedade
de um à Deus,
Adeus.
Thiago Albert
E foi-se como o último raiar do poente,
Deixando trilhas que só o passado insiste em trilhar.
Foi sem fazer alarde;
Arrumou as roupas,
Passou até a última saia por mim dada
E esvaiu-se...
Caminhou por entre estradas e montes,
Até onde a parca vista alcança,
E se fundiu ao horizonte inatingível.
Ficaram apenas as palavras,
Os cheiros e os sons de passos ecoados;
Tudo perdido na embriaguez deste silêncio
que enterra a alma dos móveis sem gestos,
Enterra o sono das noites
E os sonhos que deixei de viver;
Embebidos pela simplicidade
e pela contraditoriedade
de um à Deus,
Adeus.
Thiago Albert
O relógio despertador
Tic-Tac, Tic-Tac, Talvez não seja
Hora de acordar, mas também
Não seja a de dormir. trimmmm.
Wendell Nascimento
Hora de acordar, mas também
Não seja a de dormir. trimmmm.
Wendell Nascimento
30 setembro 2008
recital Silêncio Interrompido 27/09






Sábado 27/09
Contra os velhacos da literatura
Novamente fomos para a feira livre de Goiana com os nossos incensos, algo para molhar a garganta, bandeira colorida, placa da garota rosto-megafône e... uma troça de coco e maracatu (poesia na feira para não ficar em estantes levando poeira). Recitamos, riram de nós, rimos deles, cantamos para eles (cocos de Sebastião Grosso) e dançaram conosco.
Diante de tanto lixo nos ouvidos provenientes da poluição sonora dos candidatos às vésperas das eleições municipais, as pessoas mal acreditaram que uma porção de jovens estavam recitando e fazendo coco de roda no meio da feira. Vi o sorriso no rosto de muita gente, vi muitos pararem para tentar entender o que se passava. Ademauro Coutinho, Adinho Vidal, Carol Vitall, Fred Gadelha, Lucas Mendonça, Marcão Aurélio, Philippe Wollney, Thiago Piaba, Thiago Noiado. Foram este os responsáveis por ganharem a feira com palavras e tambores.
E ainda gritaram: - ô café gostoso!
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