Meus políticos
Foram os mesmos da ultima eleição.
Trabalhei
Hoje não sou de me esforçar!
Tudo é peso,
O cabelo deu pra cair,
Os preços não subiram devagar.
Chamegos já não são de arrepiar,
Não me chamas de meu nego,
Te deixo minha Iaiá.
O desejo
Não é beijo, queijo,
Nem rimar.
Geisiara Lima
17 março 2011
Três capítulos
I.
Seja bem vindo sentimento vasto
Abro-me em braços
Desarmo meu peito
E todo coração a mostra.
Vem
Que os sons de teus passos
Ecoam nos corredores transformados em terraços
Harmonizam meus tímpanos
Tranqüiliza um amor devasso-íntimo
Que se perfuma com as flores plantadas na varanda.
II.
O café servido na cama:
- um poema com cheiro de lavanda
III.
Sobre os lençóis luz vespertina
No quarto é a janela aberta que os situam no tempo
- no alto, sob seu signo, brilha matutina
Guiando-nos pelo terno/intenso(
) luxuriante/sereno.
P.W.
Seja bem vindo sentimento vasto
Abro-me em braços
Desarmo meu peito
E todo coração a mostra.
Vem
Que os sons de teus passos
Ecoam nos corredores transformados em terraços
Harmonizam meus tímpanos
Tranqüiliza um amor devasso-íntimo
Que se perfuma com as flores plantadas na varanda.
II.
O café servido na cama:
- um poema com cheiro de lavanda
III.
Sobre os lençóis luz vespertina
No quarto é a janela aberta que os situam no tempo
- no alto, sob seu signo, brilha matutina
Guiando-nos pelo terno/intenso(
) luxuriante/sereno.
P.W.
Rouxinol
Nas noites acordadas
suspirando por orações a deuses
pagãos,
solto o meu grito por clemência,
e,
os meus ouvidos compreendem
o cantar mudo do rouxinol,
que,
assustado pelo troar do trovão,
emudeceu.
( O Transversal - Ricardo Pocinho )
suspirando por orações a deuses
pagãos,
solto o meu grito por clemência,
e,
os meus ouvidos compreendem
o cantar mudo do rouxinol,
que,
assustado pelo troar do trovão,
emudeceu.
( O Transversal - Ricardo Pocinho )
Adeus
Ambos voámos nas asas
do pássaro gigante
mostraste me tudo, mesmo o que,
ninguém jamais viu,
sentiu,
um dia continuaste, só ,imparável,
sem um adeus sequer...
( O Transversal - Ricardo Pocinho )
do pássaro gigante
mostraste me tudo, mesmo o que,
ninguém jamais viu,
sentiu,
um dia continuaste, só ,imparável,
sem um adeus sequer...
( O Transversal - Ricardo Pocinho )
Sentir
Queriam as aves voar
sem destino
procurando alegria bem longe
dali,
ficando estático senti
vento frio,
gelo mesmo,
quando me chorei
por ti...
( O Transversal - Ricardo Pocinho )
sem destino
procurando alegria bem longe
dali,
ficando estático senti
vento frio,
gelo mesmo,
quando me chorei
por ti...
( O Transversal - Ricardo Pocinho )
Deusa de Vênus
A verdade é que há tanta falsidade
No sorriso das pessoas do convívio...
Quantos urubus rondando a cidade,
Tornando ainda mais repugnante o vício.
Tua sinceridade não é encontrada na esquina
Somente o tédio é o maior anfitrião
O desprezo cresce rápido e me fascina
O silêncio descobre a névoa da razão.
A fumaça sagrada não me satisfaz
Uma suprema aversão impregna a alma
E sufoca e enterra toda forma de paz
Espero a noite da tormenta que me acalma.
Deusa de Vênus que pode sentir
Dos gritos abafados em meu peito
As traças sombrias a destruir
Nosso lar imerso num sonho perfeito.
A saudade incita a aflição de todo dia
Não consigo de modo algum esquecer
Aqueles eternos segundos de alegria
Na rua, na praia, em casa quero me perder...
És divina fúria em gotas de obsessão
Desencadeando repentinos tremores
Amolando a lâmina devastadora da paixão
Dos tenebrosos e verdadeiros amores.
Banhada em clarões, sem querer te vejo
Deitada sobre os destroços da nossa cama
E na lembrança de um salgado beijo
Meu coração desesperado te chama.
Vem Deusa de Vênus, esmagar a pungente dor
Sacia esta sede infinita que no meu ser ancorou
Traz tua fonte lírica que transborda pleno amor
O encontro dos mares nem sequer amenizou.
Vem Deusa de Vênus, minha agonia arrancar.
A espera me corrói, mas meu dia vai chegar.
Sandro Gonzaga
No sorriso das pessoas do convívio...
Quantos urubus rondando a cidade,
Tornando ainda mais repugnante o vício.
Tua sinceridade não é encontrada na esquina
Somente o tédio é o maior anfitrião
O desprezo cresce rápido e me fascina
O silêncio descobre a névoa da razão.
A fumaça sagrada não me satisfaz
Uma suprema aversão impregna a alma
E sufoca e enterra toda forma de paz
Espero a noite da tormenta que me acalma.
Deusa de Vênus que pode sentir
Dos gritos abafados em meu peito
As traças sombrias a destruir
Nosso lar imerso num sonho perfeito.
A saudade incita a aflição de todo dia
Não consigo de modo algum esquecer
Aqueles eternos segundos de alegria
Na rua, na praia, em casa quero me perder...
És divina fúria em gotas de obsessão
Desencadeando repentinos tremores
Amolando a lâmina devastadora da paixão
Dos tenebrosos e verdadeiros amores.
Banhada em clarões, sem querer te vejo
Deitada sobre os destroços da nossa cama
E na lembrança de um salgado beijo
Meu coração desesperado te chama.
Vem Deusa de Vênus, esmagar a pungente dor
Sacia esta sede infinita que no meu ser ancorou
Traz tua fonte lírica que transborda pleno amor
O encontro dos mares nem sequer amenizou.
Vem Deusa de Vênus, minha agonia arrancar.
A espera me corrói, mas meu dia vai chegar.
Sandro Gonzaga
Sono do sol
O sol abre os olhos em flor
Depois duma tempestade de espadas
Que se refugiam e refletem espelhos de mar
Os olhos do fogo abertos dentro da chuva
Ressoa na atmosfera cambiante
O cântico negro dos pássaros despedaçados
Resplandece a noite na aurora banhada em sangue
A multidão decepada
Joga futebol com suas cabeças radiantes
A luz do vento passa pelas frestas encobertas
E um louvor de cigarras no fim de tarde
Traz a gigante onda repleta das virtudes hediondas
Acordado o sol tem mais força
E modifica a órbita dos planetas em fúria
Dos seus olhos surgem lágrimas que inundam o tempo
As cores crescem no limiar da lua ofegante
E os animais dançam com os homens a música da floresta
Mas a hora do crepúsculo se anuncia na estrada
Um cortejo de peixes no rio das folhas azuis
É sinal que o sol está prestes a dormir o sono das eras
As fontes perdem o vigor do céu
As árvores desmancham sem seiva
O oceano seca e racha a terra
O espaço está na rota de colisão com o cárcere profundo
Tudo isso porque o sol fechou os olhos
E dormiu na cratera sem vestígio de luz.
Depois duma tempestade de espadas
Que se refugiam e refletem espelhos de mar
Os olhos do fogo abertos dentro da chuva
Ressoa na atmosfera cambiante
O cântico negro dos pássaros despedaçados
Resplandece a noite na aurora banhada em sangue
A multidão decepada
Joga futebol com suas cabeças radiantes
A luz do vento passa pelas frestas encobertas
E um louvor de cigarras no fim de tarde
Traz a gigante onda repleta das virtudes hediondas
Acordado o sol tem mais força
E modifica a órbita dos planetas em fúria
Dos seus olhos surgem lágrimas que inundam o tempo
As cores crescem no limiar da lua ofegante
E os animais dançam com os homens a música da floresta
Mas a hora do crepúsculo se anuncia na estrada
Um cortejo de peixes no rio das folhas azuis
É sinal que o sol está prestes a dormir o sono das eras
As fontes perdem o vigor do céu
As árvores desmancham sem seiva
O oceano seca e racha a terra
O espaço está na rota de colisão com o cárcere profundo
Tudo isso porque o sol fechou os olhos
E dormiu na cratera sem vestígio de luz.
Sandro Gonzaga
Por que você deixou a televisão ligada?
Deixei a televisão ligada para que o vazio se distraísse um pouco
e por um instante eu não me visse entediado,
mas a mulher e o menino ainda não tinham acordado
e as paredes com os seus azulejos marrom não me diziam nada.
As panelas no fogão, as facas e os interruptores, todos eram personagens responsáveis por essa atmosfera.
Pois, todos eles continuaram propositalmente inertes.
Porém, longe daqui em algum universo paralelo ao meu
todo resto do mundo já estava olhando para os dois lados
antes de atravessar a avenida.
Wendell Nascimento
e por um instante eu não me visse entediado,
mas a mulher e o menino ainda não tinham acordado
e as paredes com os seus azulejos marrom não me diziam nada.
As panelas no fogão, as facas e os interruptores, todos eram personagens responsáveis por essa atmosfera.
Pois, todos eles continuaram propositalmente inertes.
Porém, longe daqui em algum universo paralelo ao meu
todo resto do mundo já estava olhando para os dois lados
antes de atravessar a avenida.
Wendell Nascimento
15 março 2011
IAPÔI cineclube - AVE POESIA

IAPÔI Cineclube finaliza um projeto de interações de linguagens aprovado no Edital do Fundo Estadual de Cultura - FUNCULTURA. O Projeto consiste na realização de duas sessões do cineclube que envolva Cinema, Poesia e Música. A primeira sessão foi realizada em homenagem ao Multi Artista Solano Trindade, onde foi exibido o filme "Solano Trindade 100 Anos" junto com recital pelo poeta Ademauro Coutinho e pela dupla de Músicos Leandro Silva e Thiago Laranjeiras.
O segundo momento do projeto será realizado no dia 20/03/2011 e será homenageado o Poeta Patativa do Assaré. Na ocasião será exibido o filme do Rosenberg Cariri, "Patativa do Assaré - Ave Poesia" seguido do recital com os poetas Ademauro Coutinho e Wendel Nascimente junto com o som da viola do Thiago Laranjeiras.
SINPSE:
Sexto longa de Rosemberg Cariry, o filme começa em 9 de julho de 2002, quando autoridades políticas e artistas se apinhavam ao lado de um monte de gente, no sertão do Ceará, para um último adeus ao poeta Patativa do Assaré. A partir dessas imagens, o documentário passa a mostrar a vida e a obra do artista. O diretor Rosemberg Cariry captava imagens do poeta em feiras, na roça e na intimidade de sua casa desde 1978. Em 2009 Patativa completaria cem anos.
FICHA TÉCNICA:
título original: Patativa do Assaré - Ave Poesia
lançamento: 2009, Brasil
direção:Rosemberg Cariry
duração: 84 min
gênero: Documentário
Quando? 20 de março de 2011 às 16hrs
Onde? Polytheama, Rua Direita, Centro - Goiana-PE
Quanto? Gratuito
Apareça, pois filmes são feitos para serem vistos!
http://iapoicineclube.blogspot.com/
01 março 2011
SOLIDEZ : vidal de sousa & philippe wollney







O trabalho solidez é uma intervenção e invenção de Philippe Wollney na série de ilustrações intitulada SÓLIDOS do poeta e design Vidal de Sousa [BICHO COISA DESIGN]. Realizada em 01 de Março de 2011 faz parte da produção do Movimento Silêncio Interrompido de e-livros e a busca de interações de linguagens.
Para baixar em formato e-livro, clique aqui
VIDAL DE SOUSA [bicho coisa design]: adofloresmortas@hotmail.com
PHILIPPE WOLLNEY: philippewollney@yahoo.com.br
P.W.
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