24 janeiro 2010

CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA




O FÓRUM LIVRE DE CULTURA convida a V.S.ª e sua Instituição para a ELEIÇÃO da primeira composição do CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA, no qual escolheremos os representantes para encaminhar o ESTATUTO e REGIMENTO INTERNO do devido conselho para a cidade de Goiana.

QUANDO: 29 de Janeiro de 2010 (SEXTA-FEIRA)
LOCAL: RESTAURANTE O CHALÉ (Próximo ao CIRETRAN), 19:00h
ENDEREÇO: RUA ESTRADA NOVA , CENTRO - GOIANA – PE

CRONOGRAMA:
Inscrições: 19:00h as 20:00h
Formação das Comissões: 19:30h
Votação: 20:30h



REGULAMENTO:

A formação das comissões é referente as diretrizes artísticas importantes do município.

As diretrizes artísticas são referência para o Número de linguagens e Cadeiras do Conselho Municipal de Cultura.

As linguagens do Conselho Municipal de Cultura serão:
Música / Literatura / Artes Plásticas & Artesanato / Cultura Popular / Audiovisual & Fotografia / Artes Cênicas / Patrimônio Material & Imaterial / Civis.

As linguagens artísticas Música; Artes Plásticas e Artesanato; e Cultura Popular terão direito a 2 (duas) cadeiras no Conselho Municipal de Cultura.

A formação das comissões resultará na escolha de dois representantes de cada comissão.

Durante as comissões, só se poderá votar nos representantes da comissão ao qual se participa.

As linguagens que tem direito a duas cadeiras escolheram quatro representantes cada, sendo que se elegerá dois de cada linguagem.

Cada um votará em cada linguagem para decidir os conselheiros.

30 dezembro 2009

Dobrado dos Ordinários Poetas

Trrrrarra, Tá, Tumm
Trrrrarra, Tá, Tumm
Vamos ordinários poetas
Com a bandeira da poesia
Vamos à luta agora
Aos nossos gloriosos dias
Nossas armas são os nossos corações
Que disparam sentimentos
E assim venceremos a luta
Com a poesia.

Ademauro Coutinho

Bem indesejável

Se a índole da eterna ignorância do meu seio se apossasse
E a sabedoria com sua invisível benevolência se esvaísse,
Talvez a carne que me encobre o peito melhor apresentara-se
E os rumores da violência sofrida não existissem.

Mas completamente provido de toda sapiência oca e vil
Que sem temor despedaça minha alma e sua lembrança
Sigo tentando me esquivar deste carma varonil
Que só me traz sabedoria e me afasta ignorância.

André Philipe

expresso

expresso
que dentro d´água tudo é mais fácil
ver as palavras
em expresso

- Com licença, um café expresso por favor.

E não há mais nada a fazer, apenas dançar um tango grego.

Carol Vitall

[...]

[para os poetas Miró,
Bernardo e eu mesmo]

nós somos os donos
das nossas verdades
e ninguém tem direito
de nos tirar ilusões
que nos caem tão bem
caia chuva ou caia sol

ninguém só tem direito
de me duvidar os versos
quando for alguém
incapaz de comprar
ou de manufaturar
suas próprias verdades

mas na verdade prossigo
caiam palmas caiam vaias
tirando prata do nariz

Edmilson Madureira Segundo [2009]

Fora do Tom

Posso cantar
Para defender um fato
Divulgar uma ideologia
Para aproveitar melhor
A lua e o sol
A noite e o dia

Gritar alto
E não escutar
Os sermões chatos da minha tia
Apenas roncos de motores
Com vibrações de bateria
Colhendo flores
Pensando em orgias
As coisas simples
Truques com cara de magia
Rock, jazz, sexo
Ambos precisam de fantasias
Canto doce, afonia
Seresteiros na calada da noite
Puros cantos de anemia
Quem definiu melodias
Será que enquadrou gritos de socorro?
Ou o miado de um gato
Procurando a fêmea que se esconde vadia
Cantar...
Para entender toda sua pressa
Por que tanta correria?
Cantar...
E abrandar a dor que sinto
Talvez cantar
Traga-me de volta a alegria...

Geisiara Lima

Carnaval

O poeta e o folião:
Que é o corpo
Senão a alma?

Mas há os que não são
E apenas lêem
Como a velha que viu da janela
O sol nos rostos sob a chuva

Há também os que assistem
De um alto mais disfarçados:
O estrangeiro em busca de exotismo
E o nativo cônscio de fronteiras

Mas nós outros nos miramos nos espelhos
Que tínhamos aos milhões na nossa frente
Eternamente ligados no agora
Que nos revela o circulo do tempo

Marcelo Arruda

transpassar



P.W

Litoral

Nada é tão belo
Quanto às flores
Suspensas nesse litoral
Cercado de águas desertas,
Prestes a afogar o mundo.

Escuridão vazia
Só se vê o que é branco
Mas além de tudo,
Predomina o preto,
Martírio para o eu.

Uma lua
Branca, igual à neve
Descreve a sensação
De está a vê
O seu Jorge lá em cima.

Os capins parecem com um pomar
A diferença é que
Não precisa cultivar.
Existem apenas folhas finas
Que balançam,
Através da direção dos ventos.

Pollyanna Gomes

Telefonema.

Linha do horizonte.
Ritmo marítimo.
Tonalidades de verde.
As ondas quebram nas pedras.
Pedras polidas.
Pontas expostas.
Rochas esculpidas.
Nuvens sobrepostas.
Mundo enorme
será que ela dorme?

Solidão de lua quase cheia.
Areia de praia.
Teia de sentimentos alados.
Pés lavados.
A imaginação inventa.
O sono acalenta.
Mundo enorme
será que ela dorme?

A banda toca com reverência
a oração de São Francisco.
Ninguém quer saber de penitência.
Afinal, a evolução é nossa sina.
Fiel ou folião?
Qual das duas?
Muitos fogos na esquina.
A procissão do frevo anima pelas ruas.
Muitas pessoas acompanham na madrugada.
De longe se ouve da noite a risada.
Mundo enorme
será que ela dorme?

Parede de vento.
Maresia, calmaria...
Saudade-branca.
Amor sereno,
não estamos em lugares diferentes.
Estamos em corpos diferentes.
Portanto, moramos em dois corpos.
Mundo enorme
será que ela dorme?
É cedo, mas já não dorme!

Sandro Gonzaga