29 junho 2009

Poetas Goianenses na Antologia “CEM POETAS SEM LIVROS”




Poetas Goianenses participam da Antologia “CEM POETAS SEM LIVROS” pelo movimento Litera-PE.

Lançamento: QUINTA-FEIRA (09.07-JULHO), às 19h, no Instituto Maximiano Campos (IMC), na rua do Chacon, 335, Casa Forte .

A cerimônia promete varar a noite com sarau poético participativo.

Pela primeira vez na literatura de Pernambuco se reúnem, em livro, 100 poetas e poetisas que produzem há poucos anos ou há várias décadas, mas que nunca editaram um livro sequer. O Movimento Litera-PE acredita no estímulo à escrita com repercussões na promoção à leitura.

Mais de 120 autores(as) se inscreveram, com cinco poemas cada um, para participar da antologia. O Conselho Editorial – formado por Cida Pedrosa, poetisa e editora do www.interpoetica.com; a psicóloga, poetisa e jornalista Lourdes Coelho; o radialista e escritor Fernando Farias; e o jornalista e poeta Cristiano Jerônimo – ficou a cargo de selecionar os 100 participantes. O acadêmico pernambucano e advogado Antônio Campos, através do IMC, apadrinhou o projeto num gesto de compromisso também com a nova produção literária.

Os poetas Ademauro Coutinho, Aluizio Fidelis, Philippe Wollney, Sebastiana de Lourdes, Suely S. Araújo, Sandro Gonzaga e Vidal de Souza participam da Antologia “CEM POETAS SEM LIVROS” pelo movimento LITERA-PE.

O quê? Lançamento oficial da coletânea Cem poetas Sem livros
Quando? Às 19h da quinta-feira (09.07) e promete varar a noite com sarau poético participativo
Onde? Na rua do Chacon, 335, Casa Forte. Entre a Praça de Casa Forte e a Praça Flor de Santana, em frente ao CPOR.

Abaixo a lista dos Cem poemas e seus donos(as) que constam no livro:

Sumário
Título do poema/Autor (ordem alfabética)

01. De sal e sol, solidão/Adélia Coelho
02. FRAÇÃO/ADEMAURO COUTINHO
03. Serve esse?/Alan Diego
04. Pensão da Santa Cruz – 1966/Alejandra Arce
05. Se mira/Alexandre Melo
06. O circo feliz/Alice Moraes
07. Reconheça/Aline Gusmão
08. OS TREZE/ ALUIZIO FIDELIS
09. Sem título/ Amana Pinheiro
10. Presentes/Amanda Moraes
11. Massificação/André Agostinho
12. Deus/André Santiago
13. Sumário/Bené Lobão
14. Estações/Beth Brito
15. Imperfeitos/Camila Dantas
16. Ensaio e Fuga /César dos Anjos
17. Da lama e o mangue /Claúdia Trevisan
18. Vegetativo II/Clayton Souza
19. Vingança é riso na hora / perdão é riso sem fim | Clécio Rimas
20. Meus anseios /Damaris Freitas
21. Meus sentimentos /Daniela Bezerra
22. Tragédia /David Moura
23. O outro lado... |Demétrius Fernandes
24. Dente-de-leão | Diogo Testa
25. Porque assim... /Eduardo Nascimento
26. Primavera/Eliane Duarte
27. Antigamente foi ontem/Máua Levi de Santana
28. Manhã ensolarada/Elieser Rocha
29. Momentos felizes/Emanuella de Jesus
30. O sonho dos mendigos/Eraldo José
31. Aquarela inóspita/Érika Renata
32. Silêncio/Estela Domingues Nunes
33. Arranca as asas/Estelita Lins
34. Dentes sensíveis/Ester de Lemos
35. Sob o amor/Eugênio Jerônimo
36. Luxúria em Hollywood/Fábio Pinheiro
37. Família/Flávia Pena
38. O salão dos desejos/Genésio Salustiano
39. Sereno/Giselle Aguiar
40. O íntimo da alma/Gizele Tavares
41. Sono/Guma
42. Transição/Gustavo Dantas
43. Desejo de uma vida inteira/Hélder Freire
44. Tormenta/Hênio Cavalcanti
45. Ela/Hugo Machado
46. Fria análise nocturna/Israel Lira
47. Jerimum/Ivan Almeida
48. Grandeza de flor/Jacqueline Torres
49. Gestos/Jair Martins
50. Perdida/Jalves
51. Sinismo/Jonatas Castro
52. Terras espalhadas/Jonathan da Silva
53. Prece/Josi Guimarães
54. Não importa/Joyce Amaral
55. Poema de uma tarde de sábado/Júlia Generino
56. A poesia/Léo Durval
57. Na mão/Leonardo Santana
58. Azul/Leônia Léa
59. Ícaro contemporâneo /Lilcandi Bisser
60. Falta amor/Luciane Silva
61. Aos meus filhos/Luiza Pedrosa
62. Veste da alma II/Márcia Maracajá
63. Imagem/Márcio Andrade
64. O meio cálice/Márcio Baião
65. Cosmologia/Marcone Alves
66. Prometeu/Marcos Moura
67. Ode Carnavalesca/Mariane Bigio
68. Nosso amor/Marinaldo Lima
69. É doce morar no mar/Maurício Santos
70. Melancolia/Melânia Vieira
71. Hoje/Meri Rezende
72. Mal menor/Patrícia Souza
73. Nômade/Pedro Rodrigues
74. EPIGRAMAS/PHILIPPE WOLLNEY
75. Passeio/Poliana Oliveira
76. Eu Tragada/Priscila Faisbanchs
77. Expressão/Rafaela Ramirez
78. Estupefaciente/Raísa Feitosa
79. Sou tua/Raquel Conti
80. Corroendo/Renata Santana
81. A descoberta da Moira/Roberta Lee Lino
82. Camada/Rômulo Alves
83. Eus/Rubeneide Araújo
84. Caos/Sachiko Shinozaki
85. VOLTAR/SANDRO GONZAGA
86. Rumor/Saulo Feitosa
87. FLORESTA NOSSA/SEBASTIANA DE LOURDES
88. Meio sapo/Sérgio Alves
89. Olhos/Sidney Ramos
90. Me achando/Suely Meirelles
91. COMA-ME/SUELY S ARAÚJO
92. Filho, eu estou aqui/Suely Siqueira
93. Tua espera/Tamires Correia
94. Soneto do passado/Tereza Gomes
95. Acusa a bela corte!/Thalita Gadelha
96. Tresvario/Vanessa Camila
97. Correnteza/Victória Cássia
98. NÃO SE PREOCUPE/VIDAL DE SOUZA
99. Para entender a beleza/Yugo Taroo
100. Tempo, o tal/Yuri Duarte

Inauguração Ponto de Cultura Retretas // 28 de Junho de 2009

Inauguração Ponto de Cultura Retretas // Filarmônica 28 de junho



Cidade do Condado – Pernambuco // 28 de Junho de 2009





Poetas do Silêncio Interrompido da Inauguração do Ponto de Cultura Retreta:
Maracatu Estrela de Ouro
Filarmônica 28 de Junho
Grupo de Capoeira Arte e Dança
Mancumbá [Ponto de Cultura Alafiá – Goiana/PE]

Os poetas Goianenses do Silêncio Interrompido caem de para-queda no palco antes apresentação do grupo Macumbá, prestam suas estimas ao Ponto RETRETAS, Condado-Goiana, conexões na mata norte, poesia, música, dança. Nada como um recital com um bom coco-de-roda.
Vidal; Ademauro; Philippe; Sandro


[coco popular de aliança]


[macumbá - ponto de cultura Alafiá]


[ademauro]


[philippe]


[vidal]

ENCRUZILHADA POÉTICA // Goiana-PE//27-06-09//sábado

Encruzilhada Poética: Deixe seu despacho literário

Na encruzilhada da AV. Nunes Machado (Baixinha) com a Rua Onoro Monteiro (decida do prédio do INSS), macumba poética da braba, baixou o santo ou não-santo, Baudelaire, Exú, Rimbaud, Gira, Augusto dos Anjos, Tranca, Ademauro, Pilintra, Philippe, Atrapalho, Albert, Faísca, Vidal, Fecha, Gonzaga. Recital-Indignação-Ato-de-despacho, os poeta chagaram a conclusão que Goiana só vai na mandinga (da pesada), vela preta-vermelha-verde-violeta, cachaça pros caboclos pra pedir proteção, levaram para a população a oportunidade cartática, o trato poético com arruda e rimas. Oxalá meu pai Bandeira!

Goiana-PE//27-06-09//sábado



ENCRUZILHADA POÉTICA: DEIXE SEU DESPACHO LITERÁRIO



Goiana só vai na mandinga (da pesada), vela preta-vermelha-verde-violeta, cachaça para os caboclos pra pedir proteção.




AGRADECIMENTOS À LARISSA (FOTOS) E MARCÃO (BROTHER ANARQUISTA)




VIDAL



ADEMAURO



SANDRO



ALBERT




PHILIPPE

22 maio 2009

LINHAS TORTAS

Psicológico distorcido
Cores em fusão de algum
Contraste.

Mãos trêmulas, não consigo
contorná-las, saem linhas
tortas... Há um domínio
De alguma loucura sobre
Em mim.

Quando escrevo saem
linhas tortas.
O psicológico não é o
Mesmo, as cores não
são mais as mesmas foram
Espalhadas.

Vivendo no hospício
Em algum glamour
De uma sinfonia
Erudita.

As artes tendem os
Sentimentos iguais, e,
Encurva-se em linhas tortas.

Ademauro Coutinho

...DE TI.

Nas horas desta noite,
Horas já passadas,
De conseqüência bastante presente,
Teimo em não viver a verdade.

Continuarei de olhos fechados,
Para não me ferir a vista,
Mesmo que me mate,
Teimo em não ver a verdade.

Até se as lembranças sensíveis
Dos teus afagos distantes
Apagarem,
Teimo em não sentir a verdade.

Mas se pode falar,
Reponde-me!
Porque eu só preciso ouvir de ti,
A verdade.

Vidal de Souza

UM CAMINHO.

Tive todas as chances de me despedir
E em todas elas aproveitei ao máximo.
Tive todos os últimos beijos que tinha direito
E todos beijei como se fosse o último.
Com os abraços e carícias não foi diferente
Tudo aproveitado com o maior dos amores.
Agora estou aqui, sem mais direito algum.
A não ser o de te dizer quantas vezes puder.
Que os nossos caminhos são um só.

Caio Dornelas

TEMPO?

EU VI AS VÍSCERAS VERDES DOS SAPOS SALTAREM (ao sapo que teve que engolir todos os sapos que nos impôs)

Havia um sapo no meio do caminho.
No meu caminho havia um sapo.
O sapo era grande, gordo e feio.
Era bigodudo e tinha um enorme papo.

Ninguém por ali passava
Pois o petulante sapo não deixava.
Ele era o dono do caminho.
Mas que sapo mesquinho!

De longe, um zumbido de motor...
E por cima do sapo, passou um trator.

Criz Souza

NÃO HÁ

Não há quem vista essa camisa
Não há quem compre essa briga
Não há quem resista a esta intriga
Não há quem coma desta comida
Não há quem rasgue esta fibra
Não há quem dilacere o coração
Não há quem sane esta ferida
Não há quem beba desta bebida
Não há quem mate esta formiga
Não há quem cace a saída
Não há quem viva esta vida

por mim.

José Torres (Verso Avesso/1987)

VIDA

Verde mar
Luz do sol
Teu olhar fascina

Nova cor
Outro ar
O mundo que gira

Tá ventando
Vai chover
Vida

Luziano Jardim