30 dezembro 2008

Silêncio Interrompido 27/12/08

ADEMAURO COUTINHO

ADINHO VIDAL

CHARLES MARINHO

EDVALDO CARNEIRO

FELIPE ANDRADE

NINHO DO RAP

PHILIPPE WOLLNEY

SANDRO GONZAGA

THIAGO ALBERT

WENDELL NASCIMENTO


SILÊNCIO INTERROMPIDO

Recital Poético para encerrar as atividades poéticas de 2008.

Realizado na praça 13 de Maio (praça João Pessoa) no dia 27 de Dezembro de 2008 na cidade de Goiana, teve a participação de poetas e músico da cidade, contando com a participação dos poetas Ademauro Coutinho, Adinho Vidal, Charles Marinho, do poeta cordelista Edvaldo Carneiro, Felipe Andrade com os versos Augustinianos, os músicos Ítalo Pay, Mônica e Tácio, e os poetas, Ninho do RAP, Philippe Wollney, Sandro Gonzaga, Thiago Albert, Wendell Nascimento.


O Silêncio Interrompido agradece a participação de todos, e a contribuição de Ítalo, Clóvis, Jairo, Dona Guiomar, Lucinha e Iêda que sem a tamanha compreensão não seria possível nossos delírios.

"Balança mas não cai"
Era o único morador dum corpo prestes a ruir. Ficou a ver as rachaduras
crescerem e a ouvir os estalidos da vida rangendo em seus ossos.

(Francisco Espinhara)

26 dezembro 2008

RECITAL POÉTICO 27/12



Recital Poético // Silêncio Interrompido
Quando? - 27 de dezembro (amanhã)
Onde? - Praça João Pessoa / Goiana -PE
(em frente ao Banco de Caixa Econômica)
Apartir das 19:30h

Horizonte (Natureza)



Ademauro Coutinho

Vil

A lombra me deixou alumbriado,
Disposto a gritar intimidades,
Sem maldades, com prazer,
Os prazeres do passado.

De volta a si, sinceramente...
Não fiz nada de errado,
Dei de volta a ti o retrato,
Que pendurado na parede,
Deixava-me perfeitamente amargurado.

Você viu?
Meu corpo em vão, vil,
Antes são, a mil.
Agora fingindo ter...
Sangue frio.

Vidal

[...]

o céu tava com nuvens que a gente viu naquele céu daquela outra tarde.

é sem ânsia (corpórea)
de poeira de ponteiro
uma plenitude de três palavras e ponto final
aquela espera pela
noite.

vem você e adentra barreiras com que permissão se me subjugaste
como se...
pecado por ser desejo de olhar o que deus pôs atrás das íris:
olha que é mistério, e é por isso mesmo
por ele mesmo
que a gente acorda e anda
muitas vezes fingindo ser mortal.

Carol Vitall

Gole

Fico B Ê B A D A
EM-TOR-PE-CI-DA!
Que inebriação desconfortante!
Bebo versos desta vida
E a poesia me morde.

Cris Souza

Certeza estranha

Na primeira dentada é rasgada
A estranha certeza
Como se pratos sobre a mesa
Fossem sempre porcelanas
Como se tudo que fere
Fosse o aço do punhal
Como se toda a terra fosse plana
Todo verde fosse cana
Todo parecido, igual

Mas, a estranha certeza
Que bocas abertas derramam
De nítidas, transparentes
Mostram tão somente
Um lado do olho.

José Torres

LIBERDADE

Huuu...huuu...huuu
Tem dias que ÀS VEZES

Faço do ÀS VEZES um eterno

ÀS VEZES cada minutinho

Daquele ÀS VEZES ilusório

Revela-me que todas ÀS VEZES
EU QUERIA TODO DIA!!

Marcelly Vidal

Ócio é a idade dos poetas mortos

Gostar de futebol e ser marido
Inspira mais cuidados que um poema
Barroco, porque se quer pena
Com que se compense o proibido

Embriagar-se à noite, sob estrelas
Faz-se mister, porque romantikitsch
E, à sobra inevitável do fator humano
Celebraremos o que não existe.

De sorte que ilusão e morte
Sob a égide da vida coexistem
E, fosse eu o mago do universo,

Faria apenas uns poemas tristes
Com o dom de reviver o mar vivido
Coma a alegria de quem sobrevive.

Marcelo Arruda

O sussurro do vento...

Buscas relativamente simples buscamos
Tentando decifrar o enigma da vida
Mas, não é tão fácil descobri-la
E fechando os olhos escutamos
O sussurro do vento...

Coisas que nunca tínhamos escutado
Pelo fato de não termos nunca parado
Um pouco do que estávamos fazendo
Para fechar os olhos e escutarmos
O sussurro do vento...

Pare um pouco e escute
A voz que vem de longe
É um pouco distante
Mas, ela está lá
O sussurro do vento...

Lembranças distantes te invadem
De um passado desconhecido
Não se sabe ao certo da onde vem
Sabe-se apenas que tem algo a ver com
O sussurro do vento...

Mas, da onde será que vem essa voz?
Ontem, quando eu fechei meus olhos novamente percebi
A voz é doce e triste, monólogo do meu ser
Que parece uma cena onde a trilha sonora é
O sussurro do vento!!!

Mayra Le Fay