A ti, que hoje me amas
O eu mais nu e verdadeiro
As franquezas mais secretas
A ti que hoje me amas.
A ti, que hoje me lês
Meu sonho mais povoado
Meus símbolos mais sagrados
A ti que hoje me lês.
A ti que hoje me tocas
Meu canto mais afinado
Meu sentido mais vibrátil
A ti, que hoje me tocas.
Marcelo Arruda
19 setembro 2008
Inventário (I)
Pros presentes um presente
Do passado e conseqüência
Para a companheira a flor
De amor em campo sem tempo
O futuro a um deus sem nome
Que empresta estações à vida
Marcelo Arruda
Do passado e conseqüência
Para a companheira a flor
De amor em campo sem tempo
O futuro a um deus sem nome
Que empresta estações à vida
Marcelo Arruda
Inventário
Depois de quatro anos,
“ya no somos los miesmos”
Mas! Quanto temos sido!
Apesar de quatro anos
Vibro a cada vez que te tenho
Às vezes com a mesma ansiedade
Das vezes primeiras
Dos encontros fortuitos.
Ainda que só quatro anos,
Já penso que te conheço
E tu também, até certo ponto.
À mercê de serem quatro anos,
Farei uma nova cabala
Do número mais imperfeito
Que, par em par,
Da vida fala.
E, mesmo que te fira a fala,
Um verso pé quebrado
Proverá
Que a vida fala
Por métrica diversa,
Avessa ao sonho, à fala.
Marcelo Arruda
“ya no somos los miesmos”
Mas! Quanto temos sido!
Apesar de quatro anos
Vibro a cada vez que te tenho
Às vezes com a mesma ansiedade
Das vezes primeiras
Dos encontros fortuitos.
Ainda que só quatro anos,
Já penso que te conheço
E tu também, até certo ponto.
À mercê de serem quatro anos,
Farei uma nova cabala
Do número mais imperfeito
Que, par em par,
Da vida fala.
E, mesmo que te fira a fala,
Um verso pé quebrado
Proverá
Que a vida fala
Por métrica diversa,
Avessa ao sonho, à fala.
Marcelo Arruda
NEVITAVELMENTE UTÓPICA
Se eu renegar minha utopia
Como vou pensar na linha do horizonte?
E como vou ultrapassá-la?
Como vou formatar 'porquês'
Ou construir minha filosofia?
Me diz você
Que se incomoda com minha utopia.
Onde vai morar as poesias?
Quem vai cantar as melodias?
Quando ocorrerá a hegemonia?
Me responde você
Que quer fazer de mim
A comum alienada
Subordinada
Me responda agora!
Afinal é você
Que acha que a dramaturgia
Vai fazer esquecer o entediado dia.
Espera!
Antes que tome teu fôlego
Digo-te sem receio
Não vou deixar de lado minha alegria
Minha fantasia. Minha nostalgia.
Mas deixo pra você toda essa agonia
Todo esse conformismo
Convencionalismo barato.
E antes que recue
(amedrontado com minhas palavras)
Escarro-te na cara
Que não sou impotente
Muito menos hipotética
Eu sou utópica
Pois não,
Não renego minha UTOPIA!
Marcelly Vidal
Como vou pensar na linha do horizonte?
E como vou ultrapassá-la?
Como vou formatar 'porquês'
Ou construir minha filosofia?
Me diz você
Que se incomoda com minha utopia.
Onde vai morar as poesias?
Quem vai cantar as melodias?
Quando ocorrerá a hegemonia?
Me responde você
Que quer fazer de mim
A comum alienada
Subordinada
Me responda agora!
Afinal é você
Que acha que a dramaturgia
Vai fazer esquecer o entediado dia.
Espera!
Antes que tome teu fôlego
Digo-te sem receio
Não vou deixar de lado minha alegria
Minha fantasia. Minha nostalgia.
Mas deixo pra você toda essa agonia
Todo esse conformismo
Convencionalismo barato.
E antes que recue
(amedrontado com minhas palavras)
Escarro-te na cara
Que não sou impotente
Muito menos hipotética
Eu sou utópica
Pois não,
Não renego minha UTOPIA!
Marcelly Vidal
Risque rabisque
Há quem flores
há quem fitas
há quem esconda
quem permita
há coisas
telas
tintas
Há tantos livros
tantos títulos
há quem trace
há quem trave
quem só torça
quem só cave
tantos lances
tantos impasses
Há tantos quantos
que nem se sabe
quem flores
quem fitas
quem se esconde
ou se permita
Quem se arrisca?
José Torres (verso avesso/1987)
há quem fitas
há quem esconda
quem permita
há coisas
telas
tintas
Há tantos livros
tantos títulos
há quem trace
há quem trave
quem só torça
quem só cave
tantos lances
tantos impasses
Há tantos quantos
que nem se sabe
quem flores
quem fitas
quem se esconde
ou se permita
Quem se arrisca?
José Torres (verso avesso/1987)
[ ***]
acho que tenha perdido no caminho aquele que
se dizia eu.
dona de casa relapsa
amante pela metade
de quem estava sendo, agora fui
sem mais poemas mesmo agora em que pela força
me entrego - à força, à forca
era em desejo comedido que eu lia João Cabral
por falta de braço perna barba que perambulava
por uma casa
que por mais conhecida
não era onde eu morava
não descansava acendia vela cheiro de whisky
Segundas-feiras em pé de:
é hoje que eu vou embora
vou embora pra Recife
lá sou amiga sem amigos
escolho o que eu quero de acordo com o que me é oferecido
era aquela foto que não houve
pergunta desfeita
fazer
o que não fosse mais que animal e humano
na toalha da mesa em que almoçamos em família.
Carol Vitall
se dizia eu.
dona de casa relapsa
amante pela metade
de quem estava sendo, agora fui
sem mais poemas mesmo agora em que pela força
me entrego - à força, à forca
era em desejo comedido que eu lia João Cabral
por falta de braço perna barba que perambulava
por uma casa
que por mais conhecida
não era onde eu morava
não descansava acendia vela cheiro de whisky
Segundas-feiras em pé de:
é hoje que eu vou embora
vou embora pra Recife
lá sou amiga sem amigos
escolho o que eu quero de acordo com o que me é oferecido
era aquela foto que não houve
pergunta desfeita
fazer
o que não fosse mais que animal e humano
na toalha da mesa em que almoçamos em família.
Carol Vitall
Um suor, dois corpos.
O medo, antes tão forte,
Pequeno fica diante do amor.
Amor que tenho como norte
Amor que me faz mais forte
A luz ausente não apaga
O brilho no olho da menina
Que irradia uma áurea
De luz divina
Engendro todos os músculos
Numa harmonia fina
No desconforto, sorrisos.
No sabor, ah... no sabor
Peles se unem
O surreal se contempla
Um suor para dois
Dois corpos para um
A pulsação diminui
O silêncio acalma.
A alegria flui
Do homem a mulher amada
E sem perceber
Olhos se fecham
Dedos entrelaçados
Amores amados
Caio Dornelas
Pequeno fica diante do amor.
Amor que tenho como norte
Amor que me faz mais forte
A luz ausente não apaga
O brilho no olho da menina
Que irradia uma áurea
De luz divina
Engendro todos os músculos
Numa harmonia fina
No desconforto, sorrisos.
No sabor, ah... no sabor
Peles se unem
O surreal se contempla
Um suor para dois
Dois corpos para um
A pulsação diminui
O silêncio acalma.
A alegria flui
Do homem a mulher amada
E sem perceber
Olhos se fecham
Dedos entrelaçados
Amores amados
Caio Dornelas
Andorinha
Ando
E adoro
Andorinha
Cantar.
Vejo
No verão
Todas alegres
A cantar.
Triste
Elas ficam
Quando inverno,
Chegar.
Ademauro Coutinho
E adoro
Andorinha
Cantar.
Vejo
No verão
Todas alegres
A cantar.
Triste
Elas ficam
Quando inverno,
Chegar.
Ademauro Coutinho
Manifesto
Escolhemos o êxtase como estado emocional
Escolhemos o amor como nutriente
Escolhemos a tecnologia como vício
Escolhemos a música como religião
Escolhemos o conhecimento como moeda
E não escolhemos nada como política
Escolhemos a utopia como sociedade, ainda que saibamos que nunca acontecerá
Você pode nos odiar
Você pode nos ignorar
Você pode não nos entender
Você pode nem mesmo saber da nossa existência
Nós apenas esperamos que você não se importe em julgar-nos
Porque nós nunca julgaremos você
Nós não somos criminosos
Nós não somos desiludidos
Nós não somos viciados em drogas
Nós não somos crianças ingênuas
Nós somos uma massa, uma aldeia tribal global que transcende as leis feitas
pelo homem, a física, a geografia e o próprio tempo
Nós somos A Massa
Uma Massa
No princípio fomos tragados pelo som vindo de longe, trovejando, abafado,
ecoando uma batida comparada com o
coração de uma mãe acalmando uma criança em seu útero de concreto, Metal e fios elétricos
Nós fomos sugados de volta pra dentro deste útero, e lá dentro, no seu
calor, na sua umidade e escuridão
nós chegamos a aceitar o fato de que somos todos iguais não apenas perante a escuridão e para nós mesmos
mas perante essa mesma música batendo em nós e passando através de nossas almas:
nós somos todos iguais e em algum lugar próximo a 35hz nós podemos sentir a mão de Deus em nossas costas
nos empurrando pra frente
nos forçando a fortalecer nossas mentes
nossos corpos e nossos espíritos
nos levando a virar para a pessoa
do nosso lado e juntar as mãos
levá-las pra cima dividindo a incontrolável
alegria que nós sentimos pela criação desta bolha
mágica que pode, por uma noite, proteger-nos dos horrores, atrocidades e
poluição do mundo exterior.
E foi nesse exato instante, com essas percepções iniciáticas, que cada um de
nós realmente nasceu
E nós continuamos a espremer nossos corpos em clubes, ou galpões,
ou prédios q foram abandonados ou deixados por nada e nós trazemos vida para esses lugares por uma noite
vida forte, latente, vibrante em sua forma mais pura, mais intensa e mais hedonista
nesses espaços temporários, nós buscamos nos livrar do
fardo da incerteza pelo futuro que vocês não foram capazes
de estabilizar para nós
Nós buscamos ignorar nossas inibições, e livrar-nos das algemas e restrições
que vocês colocaram em nós
para a paz das suas próprias mentes
Nós buscamos reescrever a programação em que vocês tentaram nos doutrinar
desde o minuto em que nós nascemos.
Programação que nos diz para odiar
nos diz para julgar
que nos diz para nos enfiarmos dentro do ninho de pombo
mais próximo e conveniente possível.
Programação que até mesmo nos diz para subir escadas por vocês
pular através de aros
correr em labirintos e em rodas de hamsters
Programação que nos diz para comer da brilhante colher de prata com a qual
vocês tentam nos alimentar ao invés de nos nutrir com
nossas próprias mãos tão capazes.
Programação q nos diz para fechar nossas mente, ao invés de abri-las.
Até que o sol nasça para queimar nossos olhos ao revelar a realidade
distorcida de um mundo que vocês criaram para nós
nós dançamos vigorosamente com nossos irmãos e irmãs em celebração da nossa
vida, da nossa cultura e dos valores nos quais nós
acreditamos:
Paz, Amor, Liberdade, Tolerância, Unidade, Harmonia,
Expressão, Responsabilidade e Respeito
Nós escolhemos a ignorância como nosso inimigo
Nós escolhemos a informação como nossa arma
Nós escolhemos o crime de burlar e desafiar quaisquer leis que vocês criem
para nos impedir de celebrar a nossa existência
Mas saiba que enquanto você pode acabar com qualquer festa
em qualquer noite
em qualquer cidade
em qualquer país ou continente deste lindo planeta,
você nunca poderá acabar com a festa inteira
Você não tem acesso a esse controle
Não importa o que você pense
a música nunca vai parar
A batida do coração nunca vai desaparecer
A festa nunca vai acabar...
AUTOR DESCONHECIDO.
12/10/2004 01:23
Escolhemos o amor como nutriente
Escolhemos a tecnologia como vício
Escolhemos a música como religião
Escolhemos o conhecimento como moeda
E não escolhemos nada como política
Escolhemos a utopia como sociedade, ainda que saibamos que nunca acontecerá
Você pode nos odiar
Você pode nos ignorar
Você pode não nos entender
Você pode nem mesmo saber da nossa existência
Nós apenas esperamos que você não se importe em julgar-nos
Porque nós nunca julgaremos você
Nós não somos criminosos
Nós não somos desiludidos
Nós não somos viciados em drogas
Nós não somos crianças ingênuas
Nós somos uma massa, uma aldeia tribal global que transcende as leis feitas
pelo homem, a física, a geografia e o próprio tempo
Nós somos A Massa
Uma Massa
No princípio fomos tragados pelo som vindo de longe, trovejando, abafado,
ecoando uma batida comparada com o
coração de uma mãe acalmando uma criança em seu útero de concreto, Metal e fios elétricos
Nós fomos sugados de volta pra dentro deste útero, e lá dentro, no seu
calor, na sua umidade e escuridão
nós chegamos a aceitar o fato de que somos todos iguais não apenas perante a escuridão e para nós mesmos
mas perante essa mesma música batendo em nós e passando através de nossas almas:
nós somos todos iguais e em algum lugar próximo a 35hz nós podemos sentir a mão de Deus em nossas costas
nos empurrando pra frente
nos forçando a fortalecer nossas mentes
nossos corpos e nossos espíritos
nos levando a virar para a pessoa
do nosso lado e juntar as mãos
levá-las pra cima dividindo a incontrolável
alegria que nós sentimos pela criação desta bolha
mágica que pode, por uma noite, proteger-nos dos horrores, atrocidades e
poluição do mundo exterior.
E foi nesse exato instante, com essas percepções iniciáticas, que cada um de
nós realmente nasceu
E nós continuamos a espremer nossos corpos em clubes, ou galpões,
ou prédios q foram abandonados ou deixados por nada e nós trazemos vida para esses lugares por uma noite
vida forte, latente, vibrante em sua forma mais pura, mais intensa e mais hedonista
nesses espaços temporários, nós buscamos nos livrar do
fardo da incerteza pelo futuro que vocês não foram capazes
de estabilizar para nós
Nós buscamos ignorar nossas inibições, e livrar-nos das algemas e restrições
que vocês colocaram em nós
para a paz das suas próprias mentes
Nós buscamos reescrever a programação em que vocês tentaram nos doutrinar
desde o minuto em que nós nascemos.
Programação que nos diz para odiar
nos diz para julgar
que nos diz para nos enfiarmos dentro do ninho de pombo
mais próximo e conveniente possível.
Programação que até mesmo nos diz para subir escadas por vocês
pular através de aros
correr em labirintos e em rodas de hamsters
Programação que nos diz para comer da brilhante colher de prata com a qual
vocês tentam nos alimentar ao invés de nos nutrir com
nossas próprias mãos tão capazes.
Programação q nos diz para fechar nossas mente, ao invés de abri-las.
Até que o sol nasça para queimar nossos olhos ao revelar a realidade
distorcida de um mundo que vocês criaram para nós
nós dançamos vigorosamente com nossos irmãos e irmãs em celebração da nossa
vida, da nossa cultura e dos valores nos quais nós
acreditamos:
Paz, Amor, Liberdade, Tolerância, Unidade, Harmonia,
Expressão, Responsabilidade e Respeito
Nós escolhemos a ignorância como nosso inimigo
Nós escolhemos a informação como nossa arma
Nós escolhemos o crime de burlar e desafiar quaisquer leis que vocês criem
para nos impedir de celebrar a nossa existência
Mas saiba que enquanto você pode acabar com qualquer festa
em qualquer noite
em qualquer cidade
em qualquer país ou continente deste lindo planeta,
você nunca poderá acabar com a festa inteira
Você não tem acesso a esse controle
Não importa o que você pense
a música nunca vai parar
A batida do coração nunca vai desaparecer
A festa nunca vai acabar...
AUTOR DESCONHECIDO.
12/10/2004 01:23
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