07 julho 2008

2° festa da ITAMBÉ ROCK HOUSE


2° festa da ITAMBÉ ROCK HOUSE

Soul Sick
Wind Bees
Hefesto
Desvio de Conduta
Simbiontes
Coma Black
Flores Mortas
Grito de Alerta

ONDE?
Itambé/PE
Rua João Paulo Ferreira, s/n°
Bairro Planalto

Quando?
13 de Julho as 13:00h
ônibus de graça saindo de Goiana na Praça 13 de Maio as 12:30h.

Quanto?
3 conto

Porquê ir?
ah... Vá se foder!

02 julho 2008

Gigante Universo

Tão pequenos,
Alimentamos sonhos tão imensos
Que se desfalecem pelo dragão do tempo.
E pouco a pouco
Perdemos a noção do belo,
Nos afastamos do sentimento novo
Que de repente deixamos de cultivar.
Sobra simplesmente o tudo
Que cega o pensamento único
De nenhuma vida nos caber.
Ínfimo desejo retraído
Que só nestas palavras, como grito,
Ousam fugir deste fechado lar.
Pois a vida se torna tão grande
Misturada aos passos, que antes,
Insistia sempre em não trilhar.
Não sei se caminho só
Neste deserto de solidão que nós
Teimamos em achar tão imenso.
São as miragens que os passos
Trilhados a duros fardos
Nos deliram do sentir maior.
De amar sem algum sentido
Sem importar se em frente há perigo
Com a consciência do nosso gigante universo
Que cabe na palma de nossas mãos.

Albert

...

sou ponto final
no meio de orações
entre eu e mim
sujeito objeto

sou adjetivo imperfeito
substantivo irregular
bilionésima pessoa plural
variavelmente singular

sou verbo abstrato
conjugo tempo impreciso
emito interjeições indefinidas
concordo advérbios de negação

eu sou ego mesmo
não faço sentido
perco sensações
procurando vernáculos

sou só reticências

[18.05.2008]

Edmilson M. Segundo

Metáfora ao fogo

A noite se faz de fria
Nesse tempo quente.
Mas, o que os meus sonhos
De outrora diriam se
Eles fossem sonhados agora?
Nossa termologia.
Nesse teorema incabível
Que é o tempo,
A noite se fez de fria
Nesse tempo quente
Que só me traz lembranças e...
Coisas demais.
A noite se fez de fria
Mas, o que os mortos diriam
Se estivessem vivos agora?
Nessa termologia,
Nesse tempo quente.

Wendell Nascimento

Labirinto.

Segredos ocultos
nos olhos brilhantes...
Se descobertos:
caminhos traçados e seguidos.
Nasce, cresce, falece...
Amanhece, acontece, anoitece...

Assombros se sucedem sempre.
Passar sobre as mesmas salas.
Sair pelas portas semi-abertas.
Subir altas pedras.
Descer longas escadas.

Sombras revistas assustam.
Vidas solenes sentidas.
Súbitos sonhos abismais.
Montanhas de sorrisos e tristezas.
Corações partidos ou nascidos.
Instáveis sucessões sagradas.

Assaz cessam saídas pensadas.
Corredores sem novas lembranças.
Riscos convincentes nas paredes.
Pistas sutis somam esperanças vãs.

Sopro suave luz.
Astros, deuses, universos
seus tempos são eternos:
nasce, cresce, falece...
Amanhece, acontece, anoitece...

Aqueles mesmos segredos
são novamente escondidos.
Mas serão redescobertos
noutros olhos brilhantes...

Sandro Gonzaga

Meu eterno amor

Amor
Meu amor do infinito
Meu bem
Meu ser esquecido.

Mata-me
Quero me envolver em tua alma
Como este coração
Que ferido está.

Amor
Meu amor eterno
Quero-te aqui
Mas não posso ter.

Quero me envolver em teus beijos
Entregar-me a vida
A uma vida passada
Na qual eu tinha você.

Meu amor
Amor bandido
Abandonaste-me
Quando eu mais preciso.

Amor
Cura minha ferida
Paixão!
Quero-te só mais uma vez.

Quero me deitar em teu colo
Fugir da solidão
que de escura
amarga está.

Amor
Vida minha
Por favor!
Não me deixa.

Minha criança renasce do nada
Volta pra mim
Não olho ninguém
Só a ti.

Volta Raphael
Deixa-me te ver mais uma vez
Tocar-te como antes
Beijar-te com ternura.

Eu não consigo curar essa dor
Sete anos a esperar
Um remédio
Para curá-la.

Lembro-me do teu semblante
Da tua pele
Do teu cheiro
E olhar.

Quero me entregar ao mundo
Viver!
Acordar amanhã
Ver você ao meu lado.

Paixão desenfreada
Enterra-me
Pois não agüento mais
Viver e não te ter.

Pollyanna Gomes

Cadernos

Me perdi
Em meio a cadernos velhos.
Fiquei esquecido entre as linhas,
Entre as palavras.
Ácaros e traças são companheiros formidáveis.
Todas as noites,
Na escuridão de todas as noites
A solidão se sobressai,
Fluorescente,
Entre as folhas de minha mágoa.

Philippe Wollney

Conformismo

Já nos conformamos com o real
Nada mais nos dilacera
O cotidiano é apenas mais um passo a ser dado
No meio de tantos outros.

Não estamos mais sós
Fazemos companhia de nós mesmos
Nos comunicamos telepaticamente
Nos abraçamos sem a nossa presença.

O tédio não mais nos assola
Porque criamos uma redoma de cristal
Aonde podemos rir e chorar
Sem nos incomodarmos com o sol.

Sim, somos conformados
De morrer e renascer todos os dias.

Mayra Le Fay

Arte e ofício (II)

Pega o barro da palavra
mistura aos sete sentidos,
rega com água da fonte
de quanto o homem tem sido,
bate e amassa bastante
até ficar dolorido.

Agora está consistente.

Dá-lhe forma gentilmente
como a fazer-lhe um afago.
Nunca esquecerás que és barro
vendo-te assim refletido.

Que cresça o mais só possível.
Satisfeitos seus caprichos,
como à noite segue o dia,
verás nascer a poesia
do fundo do indizível.

Marcelo Arruda

Minha (mente)

A vida percorre caminhos
que escolhi
...................(inconscientemente)

A infância vai
me largando
.......................(inevitavelmente)

A dor grita
mais alto
...................(amargamente)

As palavras
formam meus versos
.....................(eloqüentemente)

Marcelly Vidal