19 agosto 2009

22 de Agosto // Silêncio Interrompido




“A cidade não para a cidade só cresce” pra cima, pros lados, para baixo.
Para baixo com matutinas cova rasas, para baixo com encanações de esgoto entupido, para baixo o IDH.
E fica densa. O ar. Fica densa, ruas, [dês]calçadas dormitórios.
Inchada. Inchada os pés, ociosidade canavieira de garrafa e copo na mão.
Inchada a cara, pupilas dilatadas por hiper-saturação de fluxo de informação, virtualidades em pontas de dedos alto-contraste na ilusão do ego.
Inchada, de flertes ecumênicos, frenéticas tentativas anti-gravitacionais.
“A cidade não para” e não se cala!

Silêncio Interrompido
Dia 22/08 (sábado), no clube Saboeira a partir das 17:00h
Rua Direita, Centro, GOIANA-PE.

De graça!!! Entrada Franca!!! É sem pagar!!! (entendeu agora?)

- One Black Two White
- Luiz Duarte
- Instrumentalha
- Lucas Mendonça
- Dj Mobius
-Recital Poético (Poetas Goianenses)
-Lançamento de Livretos
-Lançamento da Antologia Poética “cem poetas sem livros”
-Mostra de trabalhos do Artista plástico Alexandre Sá
-Mostra de artesanato: Moabe
-Mostra de Vídeos experimentais

Apoio: Xerox Líder Color e Ponto de Cultura Alafia.

18 agosto 2009

SPOT DO SILÊNCIO INTERROMPIDO / 22 DE AGOSTO


Alô, alô, galera!
Está chegando o dia!

Produzimos um spot ( a vinheta) que estará nas ruas ainda esta semana, divulgando o evento!
Está disponível para download no link abaixo:

DOWNLOAD

Ouçam, se divirtam e divulguem!

=)

09 agosto 2009

nova data Silêncio Interrompido 22 de AGOSTO




agora vai!
vamos lá, o Silêncio será mais uma vez Interrompido. pode chegar durante a tarde que vai estar rolando um som, poemas, vídeos.
no início da noite (19:00h), o lançamento dos livretos poéticos do grupo:
Ademauro Coutinho,Mayra le Fay, Philippe Wollney, Sandro Gonzaga, Sebastiana de Luordes, Vidal de Souza e Wendell Nascimento.
o Lançamento da Antologia Poética do MOVIMENTO LITERA-PE (recife) intitulada "CEM POETAS SEM LIVROS" no qual sete poetas Goianenses Participaram, seguindo a noite, Recital.

apresentações musicais

One Black Two White (HC melódico)
Instrumentalha (tributo a Gonzagão, instrumental)
Luiz Duarte ( Luizinho é Luizinho)
DJ Mobius (eletrônicos ou discotecando ou nas mostras visuais ou nas esculturas ou, ou...)

mostras de Vídeos,
e a presença dos artistas Alexandre Sá e Moabe.


Silêncio Interrompido 22 de agosto (sábado)
16h clube Saboeira,Rua Direita/Goiana-PE

LITERATURA
lançamento de livretos e da antologia poética
"cem poetas sem livros"
Recital poético

MÚSICA
One Black Two White
Instrumentalha
Luiz Duarte
DJ Mobius

ARTES PLÁSTICAS
Alexandre Sá
Moabe

VÍDEOS EXPERIMENTAIS


OBESERVE E ABSORVA

04 agosto 2009

...

nós também somos ibéricos
perdidos em jangada de pedra
pixando muros pela europa
ou espalhados pelo mundo
feitos de uma substância
que vira pó fácil fácil

somos haitianos sem rifle
angolanos sem perna
timorenses sem cabeça
balcânicos mas não sérvios
indianos mas não falamos inglês
sul-africanos e não bebemos tea
afro-americanos e não cantamos rap
chineses de hábito laranja
ingleses irlandófonos
espanhóis bascoparlantes
neobolivaristas inermes
cubanos cubanos

nós também somos ibéricos
cantamos fora de ordem
haiti língua eu sou neguinha
só os raps de caetano
e nascemos noutra jangada
ancorada da bahia ao maranhão

nós somos nordestinos
e não vamos pra são paulo

[03.02.2008]

Edmilson M. Segundo,

30 julho 2009

15 de agosto Silêncio Interrompido

Silêncio Interrompido no dia 15 de agosto em Goiana-PE.




não iríamos deixar passar os 40 anos do festival woodstock passar batido. ah.. e tem os 20 anos sem Raul. Levem seus lenços coloridos, suas roupas tingidas a Tai Dai, chamem seu tio Beatnik (se sobreviveu) e traga seus trampos para manguer.
até lá. e logo mais.... mais informações.

Observe & Absorva

03 julho 2009

Submersos no vazio

É muita coisa para cabeças vazias com ânsias de nada
Opiniões baratas e compradas, vontades forçadas
Apenas palavras em distorção
Flores regadas por qualquer mão
Quadros pintados por um artista sem noção
Esculturas mal feitas sem nenhum plano de elaboração
O rito conduz à submissão
Grande demais pra se descobrir, pequeno em si pra existir

Aluizio Fidelis

Mórbida

Eu sou a capacidade mórbida de um coma que vegeta em êxtase com nada.
Um paciente em constante convulsão
Um arbusto seco que faz sombra para o aborto em decomposição
O odor de necrose de um cancerígeno
A mulher que será violentada pro resto da sua mísera vida
O descompasso do frustrado
O arrependimento de um ser que rejeitou a sua cria
Um vazio em crescente combustão
O estreito curvo
O lado afetado da geração.

Aluizio Fidelis

Relatos de um intruso

Vem como um vulto, para a sombra, os pobres de crença
Passa leve, tão leve que o chão se desfaz.
Intruso confuso, indo de encontro à perdição, relatando fatos
De horror e possessão.
Fluido negativo, porta aberta para quem?
Carnificina na mente de quem convém, é um fardo que se renova,
Trazendo novas crias do além.
Criadouro da zombaria, risos pelas costas, ironia, pensamentos degenerativos,
Piadas feitas todo mísero dia.
Sonhos, fendas para novas agonias, pesador se diverte, presenciando
O desespero, esse momento de estrema nostalgia.
Influência nefasta, entorta e atrasa, qualquer forma de manifestação contrária.
Flagelos expostos, conseqüência de um mundo inclinado para a perversão.
Domínio imediato, impregnação, daqueles que estão obstinados à real destruição.

Aluizio Fidelis

[...]

Não há vida, nem estratégias e caminhos a serem seguidos.
O que se desfez não é o mesmo que foi concebido.
No auge das armadilhas pronunciadas, os fatos à expressão falha
De bruços e de mãos atadas, o conformismo e o corte e a navalha,
O impulso, a hora marcada, a rua sem entrada, os trincos
Quebrados, a ilusão disfarçada
Bem longe sem alcance do tudo e do nada,
Sem justificativas ou histórias a serem contadas.

Aluizio Fidelis

[...]

Memória extensa ao alcance de tudo que se perturba e deplora
Antro de discórdia, cubículo de chão escavucado e imundo
Restos em retalhos, faces do passado, expressão de tormentos
Vividos entre labirintos e intimidades.
Enclausuramento, abstrações da mente, mundo desconhecido
Invisível aos olhos e pensamentos.
Cria o próprio ninho de refúgio.

Aluizio Fideles