04 novembro 2011

Massacre na Noruégua


Eu pescava numa ilha
conde vi foi a rajada,
caiu mêi mundo de gente
ca cabeça cacheada.
Um galego abria fogo
que nem máquina de jogo
chega o inferno lotava.

O cabra mandava todos
Lá pá fruta que caiu,
gritava: “vocês num vão
fazê daqui o Brasil,
aquele país safado,
de ladrão engravatado.”
Me danei, ele nem viu.

Fim.

Fernando Nascimento

Luxo Hospitalar


Fui no Porto de Suape
só pa vê discarregá
os navio que chegaro
chêi de lixo hospitalá
que fai roupa in Pernambuco
purisso o preço é justo
e dá pu povo comprá.

Os bôço das vistimenta
vem cum nome de hospital,
as camufrage de sangue
e pustema é bem legal.
Vem dos Istado Zunido
Que há dez ano tem vendido
dizeno que num far mal.

Fim.

Fernando Nascimento

A Morte de Kadhafi


É cada fi duma quenga
queu incontro nesse mundo,
esse eu vi na minha frente
sê seguro pelo fundo,
quanto mai ele gritava
mais cacete o povo dava
do bicho ficar cocundo.

Adepoi do cabra tonto
vermêi que só camarão,
colocaro o condenado
na frente dum caminhão
pa com outro barroar,
pu mode num me melá
fui mimbora pu sertão.

Fim.

Fernando Nascimento

14 outubro 2011

poema suburbano


no muro murmuro meu verso suburbano
P.W

poesia

PW

poemas Heraclianos









P.W

1º Mostra Canavial de Cinema

De 19 a 27 de novembro, as cidades de Tracunhaém, Nazaré da Mata, Vicência, Aliança, Condado e Goiana recebem a Mostra Canavial de Cinema. O evento, totalmente aberto ao público, integra o Festival Canavial e, mais do que viabilizar uma série de exibições cinematográficas no interior de Pernambuco, oferece a oportunidade de se refletir sobre a produção audiovisual do Brasil.
 - Aguardem a programação. 


Blog do Shirukaya


 Aê pessoal, blog do Shirukaya de cara nova. O espaço está mais interativo, limpo e com melhor navegação. O bicho mandou ver no capricho. É isso, espaço literário Pernambuco-Paraíba na profissa pra vocês. Clic aqui - e confira

05 outubro 2011

Um ser pedra

Expor-se às pancadas do vento,
Tornar-se alma pura ao relento,
Travar caminhos como a angústia de um coração
Ou servir de escravo à ascensão,

Gritar palavras de dor e afago
Como o olhar do silêncio que há após um estalo,
Ser forte e segura gruta quando não bela
Ou da paisagem ser forma bruta e assim singela.

São mutações que exponho abertas,
Roubadas do cofre do tempo,
Quando nele buscava acalento,
Na experiência de também ser pedra.

André Philipe

Silêncio Interrompido

No silêncio do desprazer
A desgraça que é procurar e não achar.
Sinto-me num quarto fechado
De cortinas incrivelmente brancas,
Pés quentes pra qualquer morto puxar,
Tenho a óbvia idéia
De bagunçar os quadros
Quebrar os vasos
Abrir as portas do armário.
O que eu quero...
Não à normalidade
“Tão certo”, nos leva à loucura
O protesto, nos deixa mais perto da razão.

Geisiara Lima