Mamãe,
Tô doido que chegue
Logo o dia das mães
Pr’eu te dar aquele presente
Que você tanto deseja
Aqui tá tudo beleza
Como três vezes por dia
Escovo os dentes, tomo banho
E lavo atrás das orelhas
Diga a papai que estou vivo
Muito mais, sem ele perto
Trabalho de professor
Foi tudo que pude arranjar
O governo diz que pro ano
Nosso salário vai melhorar
Conheci uma moça direta
Já saímos pra jantar
Com sorte consigo
Uma casa da caixa
Caso e te dou um neto.
Marcelo Arruda
06 fevereiro 2011
Último poema
Quando eu fechar os olhos
Nascerá uma estrela brilhante
No céu azul do horizonte
Que se apagará com o claro do dia
E retornará no próximo poema de despedida
Na próxima noite despida
Na próxima história re-escrita
Do próximo poeta da vida.
R.R.
Nascerá uma estrela brilhante
No céu azul do horizonte
Que se apagará com o claro do dia
E retornará no próximo poema de despedida
Na próxima noite despida
Na próxima história re-escrita
Do próximo poeta da vida.
R.R.
Ver(desmatas)
Madeira verde, cortada, seca.
Queimada.
Toras grossas, finas, roliças.
Empilhadas.
Raízes novas, antigas, em cima da terra.
Lançadas.
Covas, buracos, crateras das árvores.
Escorraçadas.
O verde das matas esmaece.
Desbota o sentimento do homem.
De amor pela terra carece.
Ingratas as emoções se somem.
Desnecessárias queimadas se acendem.
O céu da Terra escurece.
O céu da vida empobrece.
Almas verdejam em mar de esperança.
Dias virão, de verão. Verão.
O homem plantar no solo.
Sementes de novas árvores.
Plantar árvore no chão.
E amor no coração.
Sebastiana De Lourdes
Queimada.
Toras grossas, finas, roliças.
Empilhadas.
Raízes novas, antigas, em cima da terra.
Lançadas.
Covas, buracos, crateras das árvores.
Escorraçadas.
O verde das matas esmaece.
Desbota o sentimento do homem.
De amor pela terra carece.
Ingratas as emoções se somem.
Desnecessárias queimadas se acendem.
O céu da Terra escurece.
O céu da vida empobrece.
Almas verdejam em mar de esperança.
Dias virão, de verão. Verão.
O homem plantar no solo.
Sementes de novas árvores.
Plantar árvore no chão.
E amor no coração.
Sebastiana De Lourdes
31 janeiro 2011
IAPÔI cineclube 06/02
O IAPÔI cineclube inicia suas ações de 2011 no Cine-Teatro POLYTHEAMA exibindo o filme do grande diretor italiano Ettore Scola "Nós que nos Amávamos Tanto"


Nós que nos Amávamos Tanto
Uma das obras máximas do diretor Italiano Ettore Scola, este filme é de 1974 e se passa num espaço de tempo de 30 anos que segue a história da Itália durante os anos de 1945 a 1975 (do pós-guerra até a pós-ideologia dos anos 60) e acompanharemos três amigos, Gianni, Antonio e Nicola (que também narram o filme) onde assistiremos as aventuras, desventuras e desilusões amorosas de uma geração que sonhava em mudar o mundo.Nós que nos Amávamos Tanto também traz uma homenagem aos Neo-Realistas Italianos o diretor De Sica e Fellini e o ator Mastroinanni.
IAPÔI cineclube exibe: Nós que nos Amávamos Tanto
QUANDO: 06 de fereveiro (próximo domingo) as 16h.
ONDE: Cine-Teatro Polytheama, Goiana.
QUANTO: è il fratello gratis (é grátis brother).
P.W
25 janeiro 2011
TERGIVERSO - Wander Shirukaya

É com muito prazer que anuncio o mais recém espaço poético de um dos melhores escritores das bandas da Mata Norte de Pernambuco, mais precisamente da cidade de Itambé, o Wander Shirukaya (Contista, Guitarrista, Desenhista, Articulador Cultural e outras coisas mais). O novo espaços é o blog TERGIVERSO dedicado a sua produção de poemas. Vale apena passar por lá!
Meu Porre
Embriaguei-me com a sobriedade
triste desvario portar uma pedra
tal qual Sísifo ou Zaratustra
ladeira acima até a verdade
Você ri, aponta, xinga e conta
quantas vezes bebo meu fracasso
sem notar que o descompasso
é minha força motriz
Infeliz daquele que deste porre não toma
pois é ele quem vive em estado de coma
contente-se em rir
pois me sinto muito bem
na alegria do devir.
Wander Shirukaya.
E quem não conhece o outro blog do dito cujo http://blogdoshirukaya.blogspot.com/ está perdendo suas resenhas, contos e causos e de estar antenado no que rola de melhor em nosso inferno/céu de sacarose.
P.W
Poeme-se!
Ser poeta é ser o ar
tente você ser o mar e saberás!
Ser poeta é não se preocupar com o "copo"
Se ele está vazio ou se vai transbordar
Ser poetar é ser tudo por falta de opção e não reclamar.
Poeme-se!
Wendell Nascimento
tente você ser o mar e saberás!
Ser poeta é não se preocupar com o "copo"
Se ele está vazio ou se vai transbordar
Ser poetar é ser tudo por falta de opção e não reclamar.
Poeme-se!
Wendell Nascimento
Imortal Jamais.
Não olho para trás com medo de virar pedra
E ser imortalizado como uma estatua
Da mais importante praça do centro da cidade.
Mas eu como poeta quero ser esquecido
Como um BÊBADO DE ESQUINA.
(R.R)
E ser imortalizado como uma estatua
Da mais importante praça do centro da cidade.
Mas eu como poeta quero ser esquecido
Como um BÊBADO DE ESQUINA.
(R.R)
Parida Pátria
puta pátria parida na praia
poder português político pai
purulento pênis em pena pero vaz
por que provir pedros
cabral, 2°, 1°, pedra para padre caverna
porventura pau pátrio vermelho
prolifera prato pingo d’ouro?
partir em paralelo previsão
pré/país pervertida praga
primazia predador pr’os primogênitos
pequena parte em p
Pankararú; Pankararé; Panará
Pataxó; Potiguara; Poyanawa;
Pitaguari; Pareci; Parintintin
Pataxó Hã Hã Hãe; Parakanã; Pirahã;
Paumari; Palikur; Patamona
Paumelenho; Pakaanova;
- parco produto pardo: Peri.
para parir pês é preciso primar os pés!
P. W.
poder português político pai
purulento pênis em pena pero vaz
por que provir pedros
cabral, 2°, 1°, pedra para padre caverna
porventura pau pátrio vermelho
prolifera prato pingo d’ouro?
partir em paralelo previsão
pré/país pervertida praga
primazia predador pr’os primogênitos
pequena parte em p
Pankararú; Pankararé; Panará
Pataxó; Potiguara; Poyanawa;
Pitaguari; Pareci; Parintintin
Pataxó Hã Hã Hãe; Parakanã; Pirahã;
Paumari; Palikur; Patamona
Paumelenho; Pakaanova;
- parco produto pardo: Peri.
para parir pês é preciso primar os pés!
P. W.
Senhora Dona Vida
Senhora Dona Vida
Descubra o meu rosto
Lava o meu rosto
Que eu te venho todo
Que eu ti via sonho
Que eu não sabia tão vivida.
Senhora Dona Vida
Peço me perdoe
Que eu não fui menino
Seco vi teu seio
Que antes nudez repousante
Do teu dedo não senti.
Senhora Dona Vida
Rogo-te, imploro
Faz-me mais ousar-te
Que te sei comigo
Que te choro e rio,
Senhora Dona Vida.
Marcelo Arruda
Descubra o meu rosto
Lava o meu rosto
Que eu te venho todo
Que eu ti via sonho
Que eu não sabia tão vivida.
Senhora Dona Vida
Peço me perdoe
Que eu não fui menino
Seco vi teu seio
Que antes nudez repousante
Do teu dedo não senti.
Senhora Dona Vida
Rogo-te, imploro
Faz-me mais ousar-te
Que te sei comigo
Que te choro e rio,
Senhora Dona Vida.
Marcelo Arruda
Felicidade na boca.
Por que ri felicidade? Se o vazio intrinsecamente dos olhos exalta o parapeito do mortal homem! Se os suores, desamores e descrentes escarnecem os karmas velhos e a boca surda destrincha os pesadelos do peso partido. E lá está a carcaça da senhora esperança, espalhando trapos, farrapos...e a feliz cidade vomita os cadáveres da terra, sarrando com Deuses e Anjos. POR QUE RIS felicidade santa! Se o abajur vermelho escorregou e quebrou no vidro da orgia imaculada, e as pombas-virgens rompem, rasga...amor-tece as cabras cegas e os vampiros secos! E a feliz-cidade devora seus servos, escravos homens vulneráveis! E a vermelhidão da tua menstruação extravasa a boca, e cai no bueiro do sentimentalóide cômico mendigo pensante! POR QUE insiste em ri felicidade, rolar nos cobertores inférteis, e que as mulheres mulas, musas... Musicam suas estradas imaginárias e os senhores sem sombra e assustam suas sombras.
Irlandson (poeta & ator)
Arcoverde
Irlandson (poeta & ator)
Arcoverde
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