25 janeiro 2011
Ilusão!
Irlandson (poeta & ator)
Arcoverde
Balé dos vivos
Enquanto pensavam estar perdidos
Escondidos por trás dos preferidos
Há sempre a necessidade de um forte grito
Em meio a tanta decepção pedimos a calma
Até que chega o grande momento
Joga-se o medo no lixo e os braços ao vento
É hora para se mostrar!
Se erramos
Não há tempo apara lamentos
-Já foi!
É preciso disfarçar
Talvez deveríamos ter ensaiado um pouco mais pra variar
Vergonha? Jamais!
Levante a cabeça, enchas as bochechas
E invente um brilho no sorriso para cegar.
Recomeçar!
Acordar cedo
Ensaiar
Aprender, desaprender
Mas uma coisa é certa
Nunca é hora de parar.
Geisiara Lima
-detesto -
detesto.
detesto.
detesto tudo aquilo,
tudo aquilo
que oprime o homem;
inclusive a gravata.
Caio Caixa
Distinto Instinto
Não sou profeta, louco, demônio ou judeu.
Nasci asceta como um Deus,
Na certa,
Sou apenas eu.
Caminho sem tempo,
Perturbo os ares,
Saboreio o vento,
Devoro olhares...
Sou ser de céu e vagem
Portanto, céuvagem
Meu instinto é distinto.
Eu construo, instruo e me extingo.
Sentir aguçado, sorte discreta,
Não possuo tesouro, urna secreta.
Para quê guardar o que a vida à mim excreta?
Consumo tudo num gozo.
Sou Poeta!!!
André P.
CÂNTICO À ÁLVARO
Árvores
Alvorada
A vida
Ávido
À Álvaro
Nos cantares dos versos
Voa! - voa ao vento!
És como menino deus do tempo
Livre dos maus pensamentos
Universo em vertigens coloridas
Tudo está em bom temperamento
Sem alvoroço do tempo
Álvaro vive a cada momento
E assim cantemos... cantemos,
Ao menino Álvaro.
Ademauro Coutinho, agosto 2010
13 janeiro 2011
Brasil Letrado
Enquanto troca de interesses
Mover a economia nacional
E políticos malabaristas for atração no jornal.
Enquanto nossos gritos de fome
Estiverem enterrados no quintal
E o bem comum servir apenas de lavagem
Para os porcos habitantes deste chiqueiro nacional.
Haverá ordem!!!
Haverá a mesma ordem
Digerindo nossos pensamentos
E nossa fome será saciada com mágicas,
Elaboradas em um plano alto,
Um show de ilusionismo para distrair o irrespeitável público
E nossas casas serão o eterno berço de um Brasil lúdico.
Enquanto a embriaguez da cachaça
Apagar o sangue derramado das nossas memórias
E letrados, com canetadas,
“Democratizar” nossas histórias,
Não passaremos de letras
A enfeitar o livro nacional das mutretas.
André P.
Naturalpoesia
Não preciso de formação para formar meus poemas.
Só preciso que, em formação, as informações me dirijam.
Não preciso de literatura,
Pois o literal que tenho já está à altura.
O que me rege é o que penso
Portanto, o resto eu dispenso.
Dispenso regras, réguas, bom senso.
Dispenso até a gramática
E toda essa grama midiática
Que nutre com estrumo seus expectadores.
Seus: espectros atados de dores.
Só preciso do meu mundo em branco, encadernado,
Encarcerado, escancarado como a fossa do senado!
Para saber roubar é preciso saber onde Brasília fica?
É preciso de aula de anatomia para saber onde colocar uma pica?
Então não me imponha essa máscara burocrática que aprisiona o teu monstro.
A minha cabeça é um bosque de idéias
Onde habita uma fera faminta
E para que eu escreva,
Basta apenas que eu pare, sente e sinta.
André P.