22 dezembro 2011

circo das palavras (vem chegando a poesia)


vemdelevesobrevoandominhacabeçacabeçacabeçaoca.

poesia é coisa que voa
quebra
barreira
do som
soa e soa como si...
como si fosse
fosse indo embora
embola
rola

carol vitall

[sem título]


o lugar que eu era
até então
completo
ficou sintético
sem teto
nem chão

carol vitall

Produto dos Meios



No meio do fim é que está o começo,
No meio da caminhada aparece o tropeço.
É no meio da fruta que está o caroço,
No meio de nós? Esqueleto ou osso.
No meio da vida acontece a morte,
No meio da carne é onde se faz o corte.
No meio do ódio também há amor,
No meio do peito sentimos mais dor.
O despertar está no meio do sono,
No meio da rua está o abandono.
No meio da fome vem o alimento,
No meio da calma é que chega o tormento.
No meio do ventre nos fazemos presentes,
No meio das pernas nos sentimos potentes.
No meio da noite um poema me veio,
Multiplicou minhas idéias me trazendo receio.
O resultado eu não sei se é bom ou ruim,
O produto dos meios é estar perto do fim.

André Philipe

Má fama


Balas de palavras perdidas;
Balas de palavras e idéias perdidas;
Balas de palavras idéias e tempos perdidos;

Enquanto me alvejam...

As palavras se perdem,
As idéias se acabam,
O tempo passa
E a minha má fama,
Imensurávelmente, só cresce.

André Philipe

21 dezembro 2011

A FREE CANA ( Sopa de Letrinhas e A Noite do Amparo)

Você está servido? - quem disse que poesia não enche barriga?! Sopa de letrinhas para quem quiser. E terminamos a A Free Cana assim: mastigando, assistindo curtas, observando ilustrações, fotografias, desenhos e uma roda de poesia pra espantar mal santo.

                              
                                                                                                        [1]
                                                                                                                                                              [1]
                                                                                                                                                              [1]
                                                                                                                                                              [1]
                                                                                                                                                              [1]
                                                                                                                                                              [2]
[1] fotos: Philippe Wollney
[2] foto: Ernesto Regis

A Free Cana - poemas em Mega Hertz

INTERFERÊNCIA POÉTICA – Junto com o Programa Canavial a “A FREE CANA” reverbera nos ouvidos da população Goianense. Rádio ocupada durante uma hora, o espaço (inteiro) do programa foi cedido à nossa ação. Entre uns versos de Mestre Duda & Paulo Leminski, entre uns poemas de Erickson Luna & Assenso Ferreira , e trazendo voz aos poemas de Sebastiana de Lourdes e Marcelo Arruda - a “A Free Cana” – 14h-15h – é pura onda eletromagnestética! ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
David Borges & Serginho da Burra

André Philipe (panda), Devid Borges & Serginho da Burra

Philippe Wollney & André Philipe (panda)

Philippe Wollney

André Philipe (panda)

fotos: fred da rabeca

A Free Cana – eixo 2.b - um brinde!

Um brinde, à fuleragem de si mesmo. Não aconteceu a ação das 9h, das poesias ao caldo de cana. Sendo menos pela única pessoa que quis participar no início da manhã do sábado ( a poeta Julie Emanuelle), e mais pela puta ressaca dos tais recitadores, leitores ou ouvintes de poesia. Após a montagem da “árvore poética”, o que rolou mesmo foi aquela fava no ponto, uma cerveja pra lavar e haja poesia e cachaça. O espaço não seria mais convidativo. A Free Cana – eixo 2.b – mercado da farinha (e não de pó) – 12h – ação bebida! - um brinde com César Barbosa, David Borges, Philippe Wollney & Tácio Hevanis



fotos: César Barbosa

RELATO 1 - A FREE CANA : 05:00H

ÁRVORE POÉTICA. A cidade acorda com a sua acácia preferida carregada, não de flores, e sim de poemas. Poemas para serem colhidos, degustado. aos que nunca provaram, fruto para ser experimentado. Saborear os poetas da cidade de Goiana, brotados na luz matinal. Uma provocação poética realizada por David Borges, Philippe Wollney, Thalita Medeiros, e colaboração de Serginho da Burra e Lucas Mendonça. 

ação 1 da A FREE CANA - 05h de 17/12/11
 





fotos: Philippe Wollney

15 dezembro 2011

A Free Cana - interferência poética


O MOVIMENTO SILÊNCIO INTERROMPIDO
apresenta:

A Free CANA - Free Porto #23
INTERFERÊNCIA POÉTICA - PROGRAMA CANAVIAL
17/12 [sábado] - das 14h as 15h - NA RÁDIO NOVA FM - 98,5 MHz.
para ouvir on-line (ao vivo) - novafmgoiana.com