13 abril 2010

Obelisco ou Obsessão Contra o Idílio

Obelisco ou Obsessão Contra o Idílio.
Vídeo Poético / Poema Vídeo (2010).
duração: 1(um) minuto.
tamanho: 5,87MB.
autoria: Philippe Wollney.
Realização do SIlêncio Interrompido.
Parceria com o Ponto de Cultura Alafiá e o IAPÔI cineclube.
Dedicado ao K.A.O.S (kamaradas anarquistas. organizando a sociedade)


 se não visualizar a janela de vídeo clic no link abaixo: 
http://www.youtube.com/watch?v=InXRse9IYPk

19 fevereiro 2010

Blog Atualizado



Voltamos, após carnaval (que é quando o ano começa) com a nossa primeira postagem deste ano. Vivenciados os mares bravis do mês de janeiro e sobreviventes dos dias mascarados de fevereiro, o Silêncio Interrompido saúda todos os poetas e/ou amantes da poesia.

Arte das palavras

Por ao público
Ótima
Estética
Seu
Intimo
A arte do amor.

Ademauro Coutinho

Extração

Como uma represa transbordando
Expressando claramente a necessidade de cessar todas as forças nocivas,
Declaro a todas as esferas vitais o quão bem seus males me fizeram,
Pois foi secando o encharque maldito
Que instruiu-me de toda essência maleficente,
E aprendi a oportuna proeza
De extrair o bem de onde ele sempre esteve ausente.

André Philipe

[...]

PROCURA-SE UM CHÃO
( onde eu caiba )

Carol Vitall

Mordida

A poesia louca volta a incomodar-me.
Morde-me com a sua boca;
Aquela boca gigante.
Canta-me uma ladainha rouca e dissonante.
Serve-me de bálsamo para as tristes tardes
E para transpor-me pr’outra realidade
Serve-me de ponte.

Cris Souza

Suave Bafo

É fácil beber
Pra ficar engraçado
Para olhar atravessado
Garantir que a noite irá prestar
Por alguns minutos gargalhar
Garotas irão gostar do seu jeito “descolado”
Na manhã seguinte terá alguém do seu lado
- E que alguém?
E que bafo danado?
Quantos na noite “maravilhosa”
Falaram a verdade?
Ou quantos agiram normal?
Quantos leram o jornal...
E viram quem venceu a corrida
E quantos só hoje
Matou a bebida?

Geisiara Lima

SOBREVIVENTES

Restam em homens
força bastante
para serem últimos
e esquecidos
e permanecerem vivos

Restam a poucos
débil dignidade
frágeis loucos
e famintos
e tão sórdidos

Restam resquícios
de pobres povos
desarmados e pardos
e encarnados
no meio do mundo

José Torres (verso avesso / 1987)

P O E M A E P I C U R I S T A

Oh não! Não a mulher verbosa, ereta e longilínea
A mulher eólia, lépida e laboriosa
Ou a mulher paridora de profícuos labregos.
Tampouco a mulher namoradinha do poeta intonso.

Eu quero a mulher marinha, noturna
A mulher poema curto
Com uma carga de eletricidade em cada fio de cabelo.
Meu Deus! Eu quero a mulher que fica
Eternamente, em todas as posições horizontais ou semi-
[-horizontais entre lençóis enlanguescidos
Com um sorriso lascivo entre os lábios de fogo.
Eu quero a mulher que tem
A boca abusada (e calada);
Os seios grandes, imensos
Para alimentar minha meninice de canceriano;
Os pelos fartos e crespos onde
Se perdem facilmente um poeta e seus anelos.
Um cheiro víneo e fêmeo,
Um sabor selvagem a coroar a flor suprema;
As nádegas arrogantemente abundantes e luminosas
Cheias de promessas venéreas e orgasmáticas.
Mulher objeto (?) sim.
A mulher meu cigarro, meu futebol
Minha cachaça, meu livro de cabeceira
Minha poesia.
A mulher sublime.
A dela será até o meu ultimo estertor.

Marcelo Arruda

Carnaval

Carnaval,
Baixio bestial de um ano inteiro comedido.
Não somos como esses pobres aflitos
Que esperam por quatro dias sem pudor.
Em estandartes, grandezas, habilidades com o copo
Língua dançarina frevante (a dois passos do eterno colorido)
Saímos pelas ruas fazendo graça
Mas... cadê as máscaras meu deus?!
-cadê as máscaras?!
Não somos como esses pobres aflitos
Que esperam o ano inteiro comedidos
Por quatro dias de carnaval.
Com máscaras ou sem máscaras
Sempre estamos nus.

P.W